E, porque sabe sempre bem ouvi-lo cantar, aqui fica uma sugestão
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Recordar Zeca Afonso
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
S. Valentim 2012
A BE e o Departamento de Línguas desafiaram e os alunos responderam assim
E responderam muito bem!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dia de S. Valentim...
para fixar o teu perfil exacto.
Desejei-te encerrada num retrato
para poder-te contemplar.
Desejei que tu fosses sombra e folhas
no limite sereno desta praia.
E desejei: «Que nada me distraia
dos horizontes que tu olhas!»
Mas frágil e humano grão de areia
não me detive à tua sombra esguia.
(Insatisfeito, um corpo rodopia
na solidão que te rodeia.)
In A Secreta Viagem
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
As memórias da História
A BE e a ESC lembraram a data assim
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Recordando Ary

Como já vai sendo tradição, a BE recorda, em janeiro, um autor português.
Este ano, relembramos Ary dos Santos.
raiando pela manhã
de seio duro e pequeno
num coletinho de lã.
Menina cheirando a feno
casado com hortelã.
Menina que no caminho
vais pisando formosura
levas nos olhos um ninho
todo em penas de ternura.
Menina de andar de linho
com um ribeiro à cintura.
Menina de saia aos folhos
quem te vê fica lavado
água da sede dos olhos
pão que não foi amassado.
Menina de riso aos molhos
minha seiva de pinheiro
menina de saia aos folhos
alfazema sem canteiro.
Menina de corpo inteiro
com tranças de madrugada
que se levanta primeiro
do que a terra alvoroçada.
Menina de fato novo
ave-maria da terra
rosa brava rosa povo
brisa do alto da serra.
E assim:
A relíquia que eu trago no meu peito
herdada de uma tia Patrocínio
é o país-paris onde me deito
sem culpa mas também sem raciocínio.
O conselheiro Acácio bem me disse
nos tempos em que eu era pequenina:
- «O Padre amaro é mau. Mas que chatice!
Não pode um padre amar uma menina?...»
E o meu primo Basílio brasileiro
que foi o pai das minhas sensações!...
e o Mandarim morrendo a tempo inteiro
num país de rabichos e aldrabões?...
Carlos da Maia meu primeiro amor
primeiro livro meu primeiro beijo.
Os Maias da cidade não dão flor
e as Maias é no campo que eu as vejo.
Ramires d'uma casa ilustre e vasta
pindéricos raminhos da nobreza
a terra portuguesa ainda não basta
para as courelas todas da avareza!
E o conde de Abranhos parlamento?
e a Vera Gouvarinho a baronesa?
Mudam-se os tempos mas não muda o vento
é sempre rococó à portuguesa!
Há cem anos que eu canto esta canção
sem cabeça porém com coração.
Porque o País do Eça de Queiroz
ainda é... o País de todos nós!...
IN MEMORIAM CLARA

In memoriam… da luz do teu sorriso
In memoriam… da tua contagiante boa disposição, alegria
In memoriam… do teu (sempre) apressado “temos isto para fazer”
In memoriam… da tua paixão pelo trabalho, pela BE, pela escola
In memoriam… da tua completa dedicação mesmo no tempo mais escuro
In memoriam… da tua coragem e apego à Vida e ao Homem
In memoriam… do teu rigor, da tua penetrante atenção ao pormenor
In memoriam… de seres a nossa (exclusiva!) generala
In memoriam… do teu inebriante gosto pela dança, pela pintura, pela poesia… pelas Artes
In memoriam… do teu sempre requerido convívio, dos bolinhos, das castanhas, da jeropiga…
In memoriam… (até) dos teus apontamentos caóticos, semeados de setas, entrelinhas, asteriscos e estrelas a indicar o caminho
In memoriam… da tua capacidade de transformar a escola, magicamente fazendo da BE a luz dos teus olhos
In memoriam… para sempre no nosso pensamento, no nosso sentimento
In memoriam… Clara!
Equipa da BE
Dádiva...



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Como queres o teu Natal...
Não sei, meu amor, do bem que te diga
Agora a noite é quente e bela
Tens do teu fruto feito a estrela
Antiga, radiosa, amiga, brilhante,
Lembrada, para sempre… em cada instante…
Nesta noite fria e branca
O calor que nos conforta
É a amizade que temos
Logo ao sair da porta.
Como queres o teu natal?
Hoje é o teu dia
Resiste à passividade
Investe em ti e imbrica-te
Sacode o mal que em ti pousou
Tira as teias, trata o ego
Mexe-te, morde o tutano do dia
Ama, abraça, anseia
Sorri e sorve a vida

Aqui ficam os nossos votos de um Natal luminoso para tod@s.
BOAS FESTAS
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Dos Direitos do Homem aos Deveres do Ser...
Em tempo de comemoração de mais um aniversário da DUDH, é tempo de, mais uma vez, pensarmos no que temos feito com a nossa Vontade de Ser: mais livres, mais iguais, mais justos... mais Humanos.
Entre as muitas atividades que se propõem sobre a temática, convidamos à participação nesta. É apenas mais uma forma de mostrar/ demonstrar que/ se queremos Ser...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Acontecendo...
... na ESC, mas não só...
é tempo de comemorações
um livro, sempre bom amigo,
ensinador de lições...
... 17 de novembro - dia da filosofia
... 21 a 25 de novembro - feira do livro
... 24 de novembro - dia nacional da cultura científica, instituído em 1996, para comemorar
o nascimento de Rómulo de Carvalho e
divulgar o seu trabalho na promoção
da cultura científica e no ensino da
ciência.
... 8.º campeonato de jogos matemáticos (final a 9 de março de 2012, no estádio
universitário de Coimbra)
... Cálculo - espetáculo pelo grupo de teatro Marionet (17 de novembro a 3 de dezembro,
no Colégio de Jesus): debate aceso entre Newton e
Leibniz, a propósito da invenção do cálculo
matemático.
E, pelas salas de aula (mas não só...) vai-se discutindo Ciência: poder e riscos...
Porque, afinal, o importante é ler, dialogar, pensar, descobrir[se]...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Racismo ou a perfeição no mundo?...
ETAPAS DO CÉU
I
O Princípio
Procuro os fundamentos em mim própria
Mas torna-se impossível desvendá-los.
Estão envoltos por um casulo de medos,
Olhares provocantes e sentimentos exacerbados
Que me derrubam de ansiedade.
Espero e temo.
As verdades e as mentiras
Vagueiam de mãos dadas com a minha alma.
Sorrisos incertos, palavras sonhadas,
Obras do destino que suas linhas tece.
Choros incessantes de lágrimas de vidro,
Vaidades pálidas e caras escondidas...
II
Reino I
Não sei o que sinto
Pois não sei quem sou.
Estou só no vale vazio da vida.
Ninguém espera por mim...
Nem as ervas param
Mexem-se, mexem-se, como se quisessem andar,
Correr pelos campos!
Mas... ah! Para correr é preciso viver!
E eu vivo, mas não corro pelos campos...
III
Reino II
Não temas a morte...
Ela chegará quando não tiver mais olhos p’ra te ver...
Quando a vida nos tirar a sorte
Gritará da colina mais alta
E virá até nós
Que estamos em nós.
Ficarão os sonhos, as recordações,
Inscritos nas lápides do tempo,
Que cruelmente nos dizem que...
Nunca poderemos viver a vida até ao fim!
IV
O Fim do Céu
Contemplo a maior hipérbole que existe:
O fim do céu!
Nele vagueiam nuvens
Carregadas de beijos que faltaram dar entre os Homens...
Desfilam, suavemente, perante nós
Na melancólica tortura dos Deuses.
Vão chorá-los ao mar
Onde ficam, bem no fundo dos oceanos.
Ao lado, velhos veleiros
Que outrora ligaram cores sem preconceitos!
Mara Gonçalves





