terça-feira, 3 de julho de 2012
Quadros da História de Portugal
sábado, 12 de maio de 2012
[Homengeando] Manuel Alegre
Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso, eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Comemorações e leituras - 1
Aqui ficam sugestões de leituras, também pela recordação/ evocação de memórias ou aventuras pela Europa...
maio, 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Comemorações e leituras
domingo, 15 de abril de 2012
Sobre esta pedra...escrevo!
Aqui fica o regulamento, para eventual consulta.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Uma ideia genial...
... esta, de transformar cabines telefónicas obsoletas em mini-bibliotecas de troca de livros.
Está a acontecer em Nova Iorque e a iniciativa tem o intuito de promover atividades comunitárias relativas à leitura e à partilha de livros.
[divulgando] Um Dia com os Media
. alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário.
quarta-feira, 28 de março de 2012
A Ler
A pausa letiva chegou, finalmente! Acompanhada de sol e céu azul, ela aceita o convite para horas de prazer a ler.
A BE sugere:
É de Noite Que Faço as Perguntas é uma história que parte da cronologia e dos factos históricos pertencentes ao período da primeira república portuguesa para se apresentar como uma poderosa observação sobre a vida, a política e o modo como ambas se influenciam. Mergulhado num regime autocrático, de natureza indefinida, em meados do século XX, um pai tenta recuperar o filho, caído no seio do partido, escrevendo-lhe as memórias que experimentou nos anos da primeira república: tempo em que o ideal de cidadania era a participação activa e não o recolhimento sob o jugo ditatorial. Escrito por David Soares e desenhado por Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho, Daniel da Silva e Richard Câmara, É de Noite Que Faço as Perguntas é, em simultâneo, um poético fresco de época, um ensaio filosófico pungente e uma banda desenhada ímpar.
Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.
"Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer."
Em tempos de guerra», escreveu Winston Churchill, «a verdade é tão preciosa que deveria sempre ser acompanhada por um séquito de mentiras.» No caso das operações de contrainteligência britânicas, isto implicava encontrar um agente o mais improvável possível: um professor de História chamado Alfred Vicary, escolhido pessoalmente por Churchill para revelar um traidor extremamente perigoso, mas desconhecido. Contudo, os nazis também escolheram um agente improvável: Catherine Blake, a bela viúva de um herói de guerra, voluntária num hospital e espia nazi sob as ordens diretas de Hitler para desvendar os planos dos Aliados para o Dia D...
Então, boas leituras e bom descanso!
quarta-feira, 21 de março de 2012
Primavera
Não poderei escrever teu nome com palavras.
Tu estás em toda a parte e enlouqueces-me.
Canto os teus olhos mas não sei do teu rosto.
Quero a tua boca aberta em minha boca.
E amo-te como se nunca te tivesse amado
porque tu estás em mim mas ausente de mim.
Nesta noite sei apenas dos teus gestos
e procuro o teu corpo para além dos meus dedos.
Trago as mãos distantes do teu peito.
Sim, tu estás em toda a parte. Em toda a parte.
Tão por dentro de mim. Tão ausente de mim.
E eu estou perto de ti porque te amo."
in 'Os Olhos de Isa', Joaquim Pessoa
[envia a tua homenagem à primavera para a caixa de comentários. A BE publica...]
segunda-feira, 19 de março de 2012
Dia do Pai
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sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...
o de tornar seus filhos e alunos felizes, saudáveis e sábios - [...]. Ambos sulcam
Educar é ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração.»
quinta-feira, 8 de março de 2012
Semana da leitura
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Recordar Zeca Afonso
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
S. Valentim 2012
A BE e o Departamento de Línguas desafiaram e os alunos responderam assim
E responderam muito bem!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dia de S. Valentim...
para fixar o teu perfil exacto.
Desejei-te encerrada num retrato
para poder-te contemplar.
Desejei que tu fosses sombra e folhas
no limite sereno desta praia.
E desejei: «Que nada me distraia
dos horizontes que tu olhas!»
Mas frágil e humano grão de areia
não me detive à tua sombra esguia.
(Insatisfeito, um corpo rodopia
na solidão que te rodeia.)
In A Secreta Viagem
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
As memórias da História
A BE e a ESC lembraram a data assim
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Recordando Ary

Como já vai sendo tradição, a BE recorda, em janeiro, um autor português.
Este ano, relembramos Ary dos Santos.
raiando pela manhã
de seio duro e pequeno
num coletinho de lã.
Menina cheirando a feno
casado com hortelã.
Menina que no caminho
vais pisando formosura
levas nos olhos um ninho
todo em penas de ternura.
Menina de andar de linho
com um ribeiro à cintura.
Menina de saia aos folhos
quem te vê fica lavado
água da sede dos olhos
pão que não foi amassado.
Menina de riso aos molhos
minha seiva de pinheiro
menina de saia aos folhos
alfazema sem canteiro.
Menina de corpo inteiro
com tranças de madrugada
que se levanta primeiro
do que a terra alvoroçada.
Menina de fato novo
ave-maria da terra
rosa brava rosa povo
brisa do alto da serra.
E assim:
A relíquia que eu trago no meu peito
herdada de uma tia Patrocínio
é o país-paris onde me deito
sem culpa mas também sem raciocínio.
O conselheiro Acácio bem me disse
nos tempos em que eu era pequenina:
- «O Padre amaro é mau. Mas que chatice!
Não pode um padre amar uma menina?...»
E o meu primo Basílio brasileiro
que foi o pai das minhas sensações!...
e o Mandarim morrendo a tempo inteiro
num país de rabichos e aldrabões?...
Carlos da Maia meu primeiro amor
primeiro livro meu primeiro beijo.
Os Maias da cidade não dão flor
e as Maias é no campo que eu as vejo.
Ramires d'uma casa ilustre e vasta
pindéricos raminhos da nobreza
a terra portuguesa ainda não basta
para as courelas todas da avareza!
E o conde de Abranhos parlamento?
e a Vera Gouvarinho a baronesa?
Mudam-se os tempos mas não muda o vento
é sempre rococó à portuguesa!
Há cem anos que eu canto esta canção
sem cabeça porém com coração.
Porque o País do Eça de Queiroz
ainda é... o País de todos nós!...
IN MEMORIAM CLARA

In memoriam… da luz do teu sorriso
In memoriam… da tua contagiante boa disposição, alegria
In memoriam… do teu (sempre) apressado “temos isto para fazer”
In memoriam… da tua paixão pelo trabalho, pela BE, pela escola
In memoriam… da tua completa dedicação mesmo no tempo mais escuro
In memoriam… da tua coragem e apego à Vida e ao Homem
In memoriam… do teu rigor, da tua penetrante atenção ao pormenor
In memoriam… de seres a nossa (exclusiva!) generala
In memoriam… do teu inebriante gosto pela dança, pela pintura, pela poesia… pelas Artes
In memoriam… do teu sempre requerido convívio, dos bolinhos, das castanhas, da jeropiga…
In memoriam… (até) dos teus apontamentos caóticos, semeados de setas, entrelinhas, asteriscos e estrelas a indicar o caminho
In memoriam… da tua capacidade de transformar a escola, magicamente fazendo da BE a luz dos teus olhos
In memoriam… para sempre no nosso pensamento, no nosso sentimento
In memoriam… Clara!
Equipa da BE
Dádiva...



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Como queres o teu Natal...
Não sei, meu amor, do bem que te diga
Agora a noite é quente e bela
Tens do teu fruto feito a estrela
Antiga, radiosa, amiga, brilhante,
Lembrada, para sempre… em cada instante…
Nesta noite fria e branca
O calor que nos conforta
É a amizade que temos
Logo ao sair da porta.
Como queres o teu natal?
Hoje é o teu dia
Resiste à passividade
Investe em ti e imbrica-te
Sacode o mal que em ti pousou
Tira as teias, trata o ego
Mexe-te, morde o tutano do dia
Ama, abraça, anseia
Sorri e sorve a vida

Aqui ficam os nossos votos de um Natal luminoso para tod@s.
BOAS FESTAS
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Dos Direitos do Homem aos Deveres do Ser...
Em tempo de comemoração de mais um aniversário da DUDH, é tempo de, mais uma vez, pensarmos no que temos feito com a nossa Vontade de Ser: mais livres, mais iguais, mais justos... mais Humanos.
Entre as muitas atividades que se propõem sobre a temática, convidamos à participação nesta. É apenas mais uma forma de mostrar/ demonstrar que/ se queremos Ser...













