sábado, 8 de dezembro de 2012

a ler...



... Anna Karenina, a épica história de amor, um clássico de Leo Tolstoy.

Na Rússia do final do século XIX, no seio da alta-sociedade e presa numa casamento sem amor, Anna procura encontrar uma vida melhor, mas consegue apenas complicar a que já tem.
 
«Embora seja uma das maiores histórias de amor da literatura mundial, Anna Karénina não é apenas um romance de aventura. Verdadeiramente interessado por temas morais, Tolstoi era um eterno preocupado com questões que são importantes para a humanidade em todas as épocas. Bom, há uma questão moral em Anna Karénina, embora não aquela que o leitor habitual possa crer que seja. Esta moral não é certamente o ter cometido adultério, Anna pagou por isso (num sentido vago pode dizer-se que é esta a moral do final de Madame Bovary). Não é isto, seguramente, por razões óbvias: se Anna ficasse com Karenin e escondesse do mundo o seu affair, não pagaria por isso primeiro com a felicidade e depois com a própria vida. Anna não foi castigada pelo seu pecado (podia muito bem ter-se safado deste) nem por violar as convenções da sociedade, muito temporais como aliás são todas as convenções e sem ter nada a ver com as eternas exigências da moralidade. Qual era então a «mensagem» moral que Tolstoi queria passar neste romance? Entendemo-la melhor se olharmos o resto do livro e compararmos a história de Lévin e Kiti com a de Vronski e Anna. O casamento de Lévin é baseado num conceito metafísico, não apenas físico, do amor, na boa-vontade e no sacrifício, no respeito mútuo. A aliança Anna-Vronski é fundada apenas no amor carnal e é aqui que reside a sua ruína.»

Do Posfácio, por Vladimir Nabokov

... no cinema, já está em exibição o filme, numa adaptação de Tom Stoppard (vencedor do Óscar de melhor argumento original em "A Paixão de Shakespeare"), com realização de Joe Wright e produção de Tim Bevan e Paul Webster.

 

Do enlenco de luxo destacam-se nomes como  Keira Knightley, Jude Law, Kelly Macdonald, Matthew Macfadyen, Michelle Dockery, Aaron Johnson, Emily Watson, Olivia Williams, Ruth Wilson, Holliday Grainger...


Livro recomendado no Plano Nacional de Leitura, para os 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Pode aceder ao livro aqui (.pdf ) ou aqui (.epub)

Qualquer que seja o formato, votos de boas leituras!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sabia que...



... a primeira mensagem SMS («Short Message Service»)  foi enviada, de um PC para um Orbitel 901, através da rede Vodafone, no dia 3 de dezembro de 1992, no Reino Unido, por Neil Papworth, um engenheiro de 22 anos, para o diretor da empresa de telecomunicações britânica?

Pois é verdade! E o texto dizia, simplesmente,  "Merry Christmas".

Da simples mensagem pessoal à provocação de flash mobs, os SMS rapidamente conquistaram um lugar de destaque na comunicação.
As camadas mais jovens, fascinadas pela tecnologia,  aderiram espontaneamente  a este tipo de comunicação, adaptando o código linguístico à necessidade de aproveitar ao máximo o limite de 160 carateres, inicialmente estabelecido para restringir o número de dados a serem transmitidos, e criando uma variante linguística (além das abreviaturas e emoticons) com um já elevado grau de convencionalidade de "regras".
As redes sociais vieram possibilitar a extensão do conceito e já poucas dúvidas restam quanto ao facto de os SMS estarem a a mudar a forma de escrever, e de pensar, de muitos jovens. 


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"Sê plural como o universo!"


Liberto em múltiplo, Fernando Pessoa viveu uma incessante [auto]interpretação do Ser. Fragmentou-se, revelando as máscaras infinitas em que o ser humano se finge e se integra. E foi, talvez, essa coragem de revelar um Caeiro simples, um Reis egoísta ou um Campos indisciplinado e turbulento, que sempre [co]existem em cada um de nós, que o tornou esse Poeta maior da Literatura.



           De vez em quando pela floresta onde de longe me vejo e sinto, um vento lento varre um fumo, e esse fumo é a visão nítida e escura da alcova em que sou atual destes vagos móveis e reposteiros e do seu torpor de noturna. Depois esse vento passa e torna a ser toda só-ela a paisagem daquele outro mundo...
          Outras vezes, este quarto estreito é apenas uma cinza de bruma, no horizonte d'essa terra diversa... E há momentos em que o chão que ali pisamos é esta alcova visível...
          Sonho e perco-me, duplo de ser eu e essa mulher. . . Um grande cansaço é um fogo negro que me consome. . . Uma grande ânsia passiva é a vida que me estreita. . .
          Ó felicidade baça...

Para o conhecer um pouco melhor, aqui ficam sugestões de encontros com o Poeta, desde o Cancioneiro, à Mensagempassando pel' O Banqueiro AnarquistaO Eu profundo e os outros Eus Poesias Inéditas...


... e um bonito poema
Dá a surpresa de ser.
É alta, de um louro escuro.
Faz bem só pensar em ver
Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem
(Se ela estivesse deitada)
Dois montinhos que amanhecem
Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco
Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco.
Tem qualquer coisa de gomo.
Meu Deus, quando é que eu embarco?
Ó fome, quando é que eu como?
10 - 9 - 1930

In
Poesia 1918-1930 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005


Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro de 1935, em Lisboa.



 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A caixa que mudou o mundo...



... tem hoje, dia 21, o seu Dia Mundial.

A pequena caixa mágica ligou-se, pela primeira vez em Portugal, em 1957.  A preto e branco e apenas com um canal: a RTP.

Atrevida, foi entrando, de mansinho, nas nossas casas, nas nossas vidas, na nossa mentalidade. Mais atrevida, ainda, depois de 1974, quando se nos abriu abruptamente em janela para um mundo conhecido apenas de um punhado de nós. E permitiu-nos crescer em conhecimento, construiu-nos rapidamente em democracia, orientou-nos visões e leituras...  Como seríamos sem ela? Iguais? Melhores? Diferentes, certamente!

Muito da história da Televisão em Portugal pode ser visitada no museu virtual. Aqui fica o nossoconvite.

Mas (re)lembramos também três marcos de gerações, importantes na aprendizagem que a TV nos proporcionou.

Gabriela





Rua Sésamo




Dragon Ball





Porque vale a pena lembrar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

16 de novembro...

... Dia Internacional da Tolerância.

Desafiámos a sensibilidade dos alunos à diferença, à compreensão, à aceitação... e ficou assim:



E ficou muito bonito!

Boletim Bilbiográfico n.º 40


A Biblioteca propõe, em colaboração com o Departamento de Línguas, uma lista de livros / sugestões para a realização da atividade curricular Contrato de leitura.





Boas escolhas e boas leituras!

 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

[comemorando] 150 anos de "Amor de Perdição" - 1


A Direção-Geral da Educação acaba de lançar o primeiro episódio da fotonovela digital Amor de perdição - uma fotonovela dos tempos modernos, para assinalar os 150 anos da edição da obra mais conhecida de Camilo Castelo Branco.



sábado, 10 de novembro de 2012

Revisitando tradições e outras 'coisitas'...



... do mês de novembro.



"Se Novembro é considerado o mês dos Santos, não o é menos de S. Martinho. Além de ser o dia da primeira prova do vinho novo

“Em dia de S. Martinho,
vai à adega e prova o vinho” -,
 
era também um dia para fazer os magustos – comunitários, em espaços largos, ou fa­miliares, à lareira -, assando-se e comendo-se as castanhas, bebendo-se a jeropiga ou o vinho novo e, no fim, enfarruscando-se uns aos outros 

            “Em dia de S. Martinho-
              - lume, castanhas e vinho”.

Em algumas localidades do concelho de Cantanhede, a comemoração do S. Martinho era feita pelos homens e pelas mulheres, em separado, o que sugere a persistência de ancestrais ritos clânicos.
Assim, no dia 10S. Marinho das mulheres -, juntavam-se as mulheres para o magusto, enquanto no dia 11S. Martinho dos homens – eram os homens que faziam a festa.
O S. Martinho ainda se revela numa outra coisita do povo.
Costuma, nesta altura do ano, vir um solzinho airoso e um tempo mais ou menos ameno. A estas características atmosféricas costuma chamar-se “Verão de S. Martinho”. A razão vem expressa na lenda do mesmo santo.

“Um dia, S. Martinho, que ainda não era santo, mas já fazia coisas muito boas, vinha duma batalha a cavalo no seu cavalo, onde tinha sido um valente garreador.
O dia estava muito frio e chovia a cântaros.
A certa altura, encontrou um pobre todo rotinho, com os trapos todos rotos e cheio de frio.
Como o tempo estava assim, S. Martinho rapou da espada e cortou a sua capa em duas e ofereceu metade ao pobrezinho para ele se agasalhar.
Logo que isto aconteceu, o dia começou a mudar e apareceu um solzinho muito airoso e um tempo quente.
Foi assim que começou o Verão de S. Martinho. [1]

[1] Manteve-se o texto como foi recolhido para não adulterar a simplicidade da linguagem e a beleza das imagens.

 in Melo, P.C.(1986). Novembro e outras coisitas do povo

 Este ano, não temos "um solzinho airoso" nem "um tempo mais ou menos ameno" (talvez coisitas da Natureza ou da mão do homem...). Mas o tempo chuvoso e frio convida aos magustos e ao calor do convívio ao redor da lareira. Porque há tradições que podem continuar a ser o que eram...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

[homenageando] "O cônsul desobediente"



“Não participo em chacinas, por isso desobedeço a Salazar!”
Aristides Sousa Mendes



Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.

Hoje, 8 de novembro, esteia o filme "O cônsul de Bordéus", correalizado por Francisco Manso e João Correa, que cruza uma história de ficção, de um maestro que recua nas suas memórias a junho de 1940, quando foi um dos milhares de refugiados durante o regime nazi, com a vida real de Aristides de Sousa Mendes.

 

Uma vida, um exemplo de verticalidade, daqueles «que obrigam todos os  outros homens a reverem-se por dentro».

[comemorando] 165.º aniversário de Bram Stoker


A Google homenageia, nesta quinta-feira, no seu doodle, o escritor irlandês Abraham "Bram" Stoker, no 165.º aniversário do seu nascimento.
Bram Stoker ficou conhecido por ter sido o autor de Drácula  (aqui em áudio), a principal obra em que assenta o desenvovimento do mito literário moderno do vampiro.
Fica, também, a sugestão de leitura de duas short stories: In the Valley of the Shadow e Bengal Roses  .


sábado, 3 de novembro de 2012

[comemorando] 150 anos de "Amor de Perdição"



A BE assinala os 150 anos da publicação da obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco.

A propósito de um episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teria sido contado por uma tia, e cujo registo o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia, Camilo dá forma à novela sentimental mais famosa do Romantismo português, cujos protagonistas, Simão Botelho  e Teresa Albuquerque, filhos de duas famílias inimigas de Viseu, se  apaixonam.
Pela narrativa passional e trágica, onde o amor, o ódio e a vingança, nos seus múltiplos cambiantes surgem extremados, perpassa uma intenção de crítica social, pretendendo Camilo denunciar a obediência cega da sociedade ao preconceito obsoleto da honra familiar.

Aqui fica, como proposta de leitura em formato digital, mas que poderá ser também (re)lida em suporte de papel, por requisição na BE.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

22 de outubro - "Dia da biblioteca escolar"




De acordo com os objectivos delineados pela International Association of School Librarianship, a Rede de Bibliotecas Escolares declara o dia 22 de outubro, como o "Dia da biblioteca escolar", este ano dedicado ao tema "Biblioteca escolar: uma chave para o passado, presente e futuro".

A BE da ESC associa-se à comemoração e propõe um carrossel  de livros: chaves para compreender o passado, viver o presente e construir o futuro.


sábado, 20 de outubro de 2012

ler mais... ler melhor... ler diferente...




... qualquer que seja o suporte, o importante é que se leia.
Porque o livro não deixa de o ser... se o formato mudar. Porque não deixamos de viajar pelo sonho, pela fantasia ou pelo mistério... apenas porque o mergulho ou o embarque não acontece no cais de papel. Porque o fascínio pelas paisagens a presenvar também acontece no ebook...

Aqui ficam algumas propostas... e votos de boas leituras!


  

sábado, 13 de outubro de 2012

[outubro: mês internacional das bibliotecas escolares] a nossa BE


Recheada de informação e de ideias que nas estantes ou "na linha" esperam para serem usadas, a BE disponibiliza serviços e recursos que contribuem para apoiar as aprendizagens e possibilitam o desenvolvimento dos alunos como pensadores críticos e utilizadores efetivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação. 
Toda a atividade da BE é possível, porque existe uma equipa que assegura os serviços e, em articulação com os professores que com ela colaboram, organiza, dinamiza e divulga atividades de promoção da leitura e de literacias diversas.  Quanto mais estreita e rica for essa colaboração, mais elevados serão os níveis de literacia, de leitura, de aprendizagem, de resolução de problemas e de competências no domínio das TIC que os alunos conseguirão alcançar.

Aqui fica um pouco do muito que é a nossa BE.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

outubro: mês internacional das bibliotecas escolares








Das saudades impossíveis da antiga Biblioteca de Alexandria à beleza inspiradora e mágica da Biblioteca do Congresso (em Washington DC), as bibliotecas sempre tiveram um importante papel no desenvolvimento da compreensão humana e na construção do SER.
Caminhando a par com a Escola, as BE's, no século XXI, continuam com o seu lugar cativo - que deve ser cada vez mais ativo - na esfera do Saber.  A sua imagem define-se pelas «ações e evidências que mostram que a BE faz uma diferença real na aprendizagem do aluno, que contribui de forma tangível e significativa para o desenvolvimento da compreensão humana, da produção de sentido e da construção de conhecimento.  A biblioteca escolar deve direcionar-se para a capacitação (empowerment), a conectividade, a participação, a interatividade e o seu resultado/produto final é a construção do conhecimento». Afinal, O que queremos para o futuro das bibliotecas escolares?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quadros da História de Portugal




A obra Quadros da História de Portugal, publicada pela primeira vez em 1917, sob coordenação de Chagas Franco e João Soares e ilustrada por Alberto Sousa e Roque Gameiro, chegou à BE, acompanhada de carta assinada pelo Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. Esta edição de 2010,  fac-símile da 1ª edição, tem Prefácio de Mário Soares e Introdução de Guilherme de Oliveira Martins.

Uma forma bonita de revisitar a história do nosso país e alguns dos seus episódios singulares. Passa na BE e folheia-a.