terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

saber, para bem viver

[a propósito da relação entre alimentação e sucesso escolar]


Todos reconhecemos o contributo de uma alimentação equilibrada para o bem-estar físico, intelectual e social, pelo que, a crescente consciencialização da sua importância pode trazer benefícios para toda a comunidade.
 
Uma alimentação equilibrada é fundamental.
De uma alimentação equilibrada fazem parte alimentos variados e na quantidade adequada às necessidades do organismo. Assim, na dieta diária, não devem constar apenas os diversos tipos de nutrientes, mas estes devem estar presentes nas quantidades adequadas às necessidades individuais, tendo em conta a idade, o sexo, a profissão, etc.
Comer de tudo um pouco e várias vezes ao longo do dia é um dos princípios básicos de uma alimentação equilibrada.
Os profissionais de saúde relembram-nos constantemente a importância que o pequeno-almoço, a primeira refeição do dia, tem para uma alimentação equilibrada. No entanto, quantas são as vezes que saímos de casa sem que o tenhamos tomado. Alegamos que “não temos tempo”, “que acordamos enjoados, sem apetite”, qualquer desculpa nos serve para o evitarmos…
O pequeno-almoço tem uma importância crucial, pois deve cumprir dois objetivos fundamentais: por um lado, “compensar” o organismo obrigado a horas seguidas de jejum prolongado (noite), por outro, disponibilizar a energia necessária para uma manhã de atividade. A não ingestão do pequeno-almoço, qualquer que seja a razão (dieta, falta de hábito, pressa matinal) provoca hipoglicémia (baixa do açúcar do sangue) de que resultam diversos sinais e sintomas. À queda dos níveis de açúcar, o organismo reage com suores, cansaço, perda de força, visão turva, confusão mental, cefaleias, irritabilidade, alterações do humor, enjoos, vómitos, tremores, problemas da articulação da fala, dificuldade dos movimentos, desmaios, entre outros.
Quem não toma o pequeno-almoço, está a forçar o organismo a jejuar durante quase dois terços do dia. Este erro leva a outro: a ingestão, durante a manhã, de alimentos calóricos, muito ricos em açúcares e/ou gorduras, sem interesse nutricional. Também, quando chega a hora de almoço, sente-se muita fome e é-se menos racional na escolha da ementa e das doses. Além disso, o organismo, habituado a muitas horas sem ingerir quaisquer alimentos, arranja estratégias de defesa e apressa-se a armazenar todas as calorias para fazer face ao previsível jejum que se segue, caindo por terra o cumprimento do objetivo daqueles que não tomam o pequeno-almoço com o intuito de emagrecer. Este tipo de práticas predispõe, ainda, o organismo para a obesidade e a diabetes.
Não há dúvida que o pequeno-almoço é importante para todos, mas nas crianças e jovens tem uma importância particular. Os estudos revelam que, além de permitir um normal desenvolvimento físico e intelectual, está também diretamente relacionado com o seu sucesso escolar.
Estudos confirmam a relação entre alimentação e resultados escolares.
 
São muitos os estudos que evidenciam uma estreita relação entre a alimentação e a função cerebral, associada à memória. Estes demonstram que a função cerebral é sensível a variações de curto prazo na disponibilidade de nutrientes, principalmente em crianças e adolescentes. Assim, quando sujeitas a um mesmo teste, as crianças sem pequeno-almoço efetuaram mais erros e tiveram maiores dificuldades de concentração do que aquelas que tinham tomado uma primeira refeição equilibrada. Os estudantes em jejum, ou insuficientemente alimentados, pela manhã, mostraram-se desatentos e agitados, ou sonolentos e fracos, diminuindo drasticamente a sua aprendizagem. Estudos semelhantes sobre a relação entre a função cognitiva e o pequeno-almoço em crianças/jovens em idade escolar sugerem, ainda, que a hora e o momento da refeição podem ser determinantes. Os alunos que tomaram o pequeno-almoço meia hora antes de um teste tiveram melhores classificações do que aqueles que o tomaram duas horas antes. Assim, embora todos tenham tomado o pequeno-almoço, alguns já estavam em jejum há mais tempo e começaram a evidenciar a desregulação da sua função cognitiva.    
Ignorar a primeira refeição do dia pode implicar desatenções e até acidentes. Esse efeito é ainda mais acentuado nas crianças e adolescentes, por estarem numa fase de desenvolvimento físico e intelectual. Redução da capacidade de atenção e de aprendizagem, assim como falta de interesse pela própria escola, são algumas das consequências da falta da alimentação matinal. A longo prazo, a obesidade e a diabetes pode ser o preço a pagar por não se dar o devido valor ao pequeno-almoço!
25% das calorias diárias é o ideal.
 
O pequeno-almoço deve fornecer ao organismo 25-30% das calorias diárias e, embora não haja uma receita ideal, deve ser variado, e, dele devem constar os seguintes alimentos:
leite ou iogurte;
pão ou cereais;
fruta fresca (1 peça)  ou sumo natural.
Mas, se queremos incutir nas crianças e adolescentes/jovens o hábito de tomar o pequeno-almoço, há que dar o exemplo, e, nada melhor, do que os pais para o fazer.

Um pequeno almoço com energia aumenta a rentabilidade.
Não esqueça, tome o pequeno-almoço e tenha um dia “muito positivo”, com muita energia e rentabilidade!
Amélia Ribeiro e Teresa Machado (Projeto PES).

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Porque a ciência também é cultura

Nos  caminhos da Psicologia [Psicologia do  Envelhecimento]


Nas sociedades industrializadas, a velhice corresponde a uma baixa de estatuto. Os velhos, afastados do processo produtivo, são marginalizados pelo sistema social. A psicossocióloga e gerontóloga Maximilienne Levet (1995), fundadora da universidade da terceira idade em Paris, refere que “a sociedade contemporânea vê a pessoa idosa, unicamente através da lupa económica do sistema de produção. 

A experiência acumulada nem sempre é valorizada
Os valores de reflexão, de meditação, de sabedoria, e as potencialidades que se vão forjando com o avanço da idade, não são tomadas em consideração.” (p. 25)
Para o biólogo, o envelhecimento é um fenómeno natural, universal e necessário, e o homem  envelhece do mesmo modo que o animal. Mas será que o homem, neste ponto, não difere verdadeiramente dos outros animais?
Ao invés das outras espécies, o ser humano tem uma história com instituições, modos de organização que variam segundo o tempo e o espaço. É claro que é um animal, mas é um animal político. Por outro lado fabrica instrumentos, cuida dos seus netos e mesmo dos seus avós, conta histórias graças à sua linguagem muito elaborada; inventou a medida do tempo, e sabe que vai morrer; é para ele próprio um problema; pergunta­­-se de onde vem, para onde vai, e porque vive.
 (…) Não podemos assim limitarmo-nos aos aspetos fisiológicos para estudar o envelhecimento humano. É preciso integrar nele todas as alterações que não são de origem biológica e que surgem ao longo do tempo.
O envelhecimento não é hoje apenas uma questão fisiológica
 (…) o envelhecimento é diferencial. O que significa isto? Simplesmente que cada um de nós envelhece de um modo particular, diferente do modo dos outros.
As diferenças aparecem segundo a geografia: não se envelhece da mesma maneira nos pólos e no equador, à beira-mar e na montanha; segundo o nível económico do país: não há nada em comum entre envelhecer num país pobre e um país rico, um país industrializado e um país agrícola; segundo a cultura: o estatuto, dito de outro modo o lugar e o papel reconhecidos à pessoa de idade diferem notavelmente de uma sociedade para outra; segundo o sexo e a classe social à qual se pertence, etc.
Jovem-idoso é um conceito que nos permite encarar o envelhecimento de forma diferente

Quaisquer que sejam os países, o século e a cultura às quais nos refiramos, a velhice é um mundo em si, com os seus valores, as suas alegrias e os seus sofrimentos.

A ler. Disponível na BECP
(…) A sociologia americana introduziu o conceito de “ jovem-idoso” que começa a ser adotado em França, enquanto a expressão “ terceira idade” foi rejeitada. Lamentamos este facto, porque do ponto de vista sociológico designa a paragem normal da vida profissional, ou seja, uma paragem que não é devida nem a razões de saúde nem ao desemprego. Esta expressão tinha a vantagem aos olhos dos gerontólogos, de não fixar a idade; enquanto uma pessoa trabalhar não pertence à terceira idade, mesmo se tiver 90 anos, porque a reforma constitui um modo de relacionamento especial com o dinheiro, com os que lhe estão próximos, com a sociedade. É verdadeiramente uma terceira idade da vida.

            Maximilienne Levet (1995). Viver Depois Dos 60 Anos. Lisboa: Instituto Piaget, pp. 23-25 e 27.

Seleção e apresentação de Emília Laranjeira

sábado, 15 de fevereiro de 2014

nas páginas da história: lembrar o passado, pensar o presente

a propósito do aniversário da morte de Bordalo Pinheiro


Raphael Bordallo Pinheiro (na grafia original) nasceu a 21 de março de 1840 em Lisboa e faleceu a 23 de janeiro de 1905. 

Raphael Bordallo Pinheiro

Caricaturista, ilustrador, ceramista, autor de banda desenhada e editor, é considerado o maior artista plástico do século XIX. Originário de uma família de artistas, iniciou-se no mundo das artes como ator de teatro. Em 1860 inscreveu-se no Conservatório e posteriormente matriculou-se sucessivamente na Academia de Belas Artes (desenho de arquitetura civil, desenho antigo e modelo vivo), no Curso Superior de Letras e na Escola de Artes Dramáticas. Perante um percurso escolar irregular, em 1863 foi trabalhar como escriturário na Câmara dos Pares. Entretanto, desenvolveu o gosto pela arte, expondo regularmente aguarelas da sua autoria no Salão da Sociedade Promotora de Belas Artes. Em 1869 realizou diversas capas de livros e preparou o álbum “O Calcanhar d’Achilles”, editado no ano seguinte. Durante a exposição Internacional de Madrid (1871) apresentou os seus trabalhos. No ano seguinte foi editado o álbum “Apontamentos e Raphael Bordallo Pinheiro sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa”, que é a primeira banda desenhada portuguesa, relatando a viagem do Imperador do Brasil D. Pedro II à Europa. Assim, Bordalo foi um dos pioneiros da BD a nível mundial.

Reprodução da capa da álbum de Bordallo Pinheiro

A sua colaboração como ilustrador com a imprensa estrangeira fez-se notar em Madrid, com o “El Mundo Comico” e o “Ilustración Española y Americana” e em Londres com o “The Illustrated London News”.

Ano marcante na sua carreira foi o de 1875, em que criou o célebre Zé Povinho, que apareceu pela primeira vez nas páginas da “Lanterna Mágica”. Esta personagem corresponde a uma imagem simbólica do povo, submisso, que aparece em diversas situações, desde os aumentos dos impostos aos negócios mal explicados. De origem rural, sorriso, cabelo despenteado e a usar chapéu, manifesta por vezes o seu espanto e por outras mostra que percebe mais do que seria suposto.

O Zé Povinho
Também nesse ano, a convite do jornal “O Mosquito”, partiu para o Brasil. Colaborou com este jornal durante dois anos e depois do seu encerramento fundou o jornal “Psit!!!”, que durou poucos meses criando a seguir “O Besouro”, publicado até ao ano do seu regresso a Lisboa, 1879. Nesse ano fundou o célebre “O António Maia”. O último jornal que dinamizou foi “A Paródia”. Fez caricaturas a partir de quadros famosos, como “Zé Povinho na (Última) Ceia” e “Zé Povinho – Marquês de Pombal”, ambos de 1882.

A partir de 1884 começou a funcionar a fábrica de Cerâmica das Caldas da Rainha. De entre as peças fabricadas destacam-se as pequenas figuras de carácter popular e caricatural, como o Zé Povinho, a Ana das Caldas ou o Arola. Em 1889 decorou o Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Paris, onde as suas cerâmicas tiveram êxito, tendo-lhe sido atribuído o grau de cavaleiro da Legião de Honra da República Francesa. Outras das atividades em que se destacou foram a realização de figurinos para peças teatrais.

Casado com Elvira Ferreira de Almeida desde 1866, teve apenas um descendente, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.
Marta Pereira
12º LH

Fontes consultadas:
http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/caricatura/bordalo_pinheiro/biografia.html


Para saber mais, veja ainda a página eletrónica do Museu Bordalo Pinheiro.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

em dia de namorar...


... os alunos também disseram do AMOR.
Recorrendo a técnicas diversificadas de expressão, a criatividade revelou que os jovens também sabem dizer de AMOR.














Em dia de namorar, Sorria, Celebre, Ame e Ame e Ame!..







Em dia de namorar, Sorria, Celebre, Ame e Ame e Ame!..


a ler

a propósito do dia dos namorados [três livros, três filmes]


... para ler, para ver e partilhar com quem mais gostamos
... três sugestões que podemos encontrar na Biblioteca Escolar Clara Póvoa



David Nicholls, Um dia
Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente. 15 de Julho de 1988. Emma e Dexter conhecem-se na noite em que acabam o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão? Vinte anos, duas pessoas, um DIA. Uma história de encontros e desencontros.





Laura Esquivel, Como água para chocolate
Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se “cozem” e “temperam” amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte. 



Gabriel Garcia Marques, O amor em tempos de cólera
Um livro para toda a vida.Prémio Nobel da Literatura 1982. A estória de amor vivida por Florentino Ariza e Firmina Daza é contada com toda magia do realismo fantástico de Gabriel. É um livro envolvente, que cativa o leitor do começo ao fim e que acaba torcendo pelo final feliz. As reflexoes sobre a vida, o amor e a morte, temas constantes em García Márquez, sao explorados de forma maestral neste livro. Um livro para toda vida!



Boas leituras, e feliz dia dos namorados!

Isabel Bernardo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

nas páginas da história: lembrar o passado, pensar o presente

dia 13 de fevereiro de 1965 [Humberto Delgado é assassinado]


Humberto Delgado

A 13 de Fevereiro de 1965 morre, com 59 anos, o “General sem medo” Humberto Delgado, vítima de homicídio.
Foi adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO onde começou a ter contacto com ideias liberais.
Delgado protagonizou um papel de extrema importância de combate ao regime salazarista. Levou a cabo um movimento na tentativa de derrube do estado novo nas eleições presidenciais, sendo apenas um dos dois candidatos, ele próprio e Américo Thomaz. Foi a este último que coube a vitória onde até os “mortos votaram”.

Imagem da campanha presidencial de Humberto Delgado
No pós derrota, Humberto Delgado exila-se no Brasil, em consequência das  perseguições a que foi submetido por parte do governo. Ainda no Brasil, preparou um golpe de estado que visava a conquista do quartel de Beja, mas tal resultou em fracasso.
Foi assassinado na sequência de uma uma cilada, preparada  por agentes da PIDE,  pois pensava ir ao encontro de opositores ao regime, junto à fronteira com Espanha.

Memorial  no local do assassinato de Humberto Delgado
Os seus restos mortais encontram-se hoje no Panteão Nacional.
É titular de várias  ordens honoríficas.
Daniel Regra Dias   nº15083   12ºLH

Fonte consultada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Delgado

 


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

cartas de 'navegar'...

... por uma Internet mais segura:

com ou sem privacidade???





 Cantanhede, 12 de fevereiro de 2014

      Miguel,

     Fiquei preocupada com o SMS que me enviaste. Disseste que algo de estranho se passa com a tua conta de email e que estás permanentemente a receber mensagens estranhas. Abriste alguma? Descarregaste algum anexo em mensagens enviadas por endereços eletrónicos desconhecidos? Lembras-te se clicaste em alguma mensagem "sedutora" a dizer que podias ganhar...? Algo deves ter feito, ainda que inadvertidamente, para estares assim perturbado.

     Lembras-te quando corríamos à beira-mar a ver quem conseguia manter mais tempo as pegadas na areia, sem que as ondas as apagassem? E como ficavas zangado quando alguma onda mais atrevida te apanhava desprevenido e te apagava os desenhos? Imagina que a Web é uma praia, de vasto areal e mar imenso. Agora, espreita este vídeo




      Alguma vez tinhas pensado nisto?
     Sabes o que são pegadas digitais? E que importância e consequências poderão ter na nossa vida, hoje, amanhã, daqui a dez, vinte, cinquenta anos? 
     Uma pegada digital é o registo de todas as marcas que deixamos por onde passamos na Web: nas redes sociais (Facebook, Flickr, Instagram...), nos sites que visitamos, nos conteúdos que publicamos... e todos estes dados podem servir para construir o nosso perfil, a nossa identidade online. Deves, por isso mesmo, ser mais cuidadoso.
     Lembra-te:
     1 - Nunca publiques nada que, futuramente, te possa colocar em situações embaraçosas (fotos, mensagens...).
          2 - Verifica as configurações de privacidade das tuas contas nas redes sociais.
      3 - Não reveles dados pessoais, endereços, números de telemóvel, passwords, números de cartões bancários... em SMS, mensagens em qualquer chat ou emails. Há sempre a possibilidade de alguém mal intencionado lhes aceder.



      
       Edward Snowden, na sua mensagem de Natal, disse que “Uma criança que nasça hoje vai crescer sem qualquer noção de privacidade. Elas nunca vão saber o que significa ter um momento de privacidade para si ou um pensamento não registado e por analisar. E isto é um problema, porque a privacidade é importante, a privacidade é o que nos permite determinar o que somos e quem queremos ser

       E, na verdade, estamos permanentemente a ser "vigiados"

     
      Segue o link e espreita, com muita atenção, como são usadas as nossas pegadas digitais e como podemos proteger-nos. Também podes recorrer ao Pipl para pesquisar sobre os teus percursos pela Web.
       Como vês, é muito importante saber como podemos proteger-nos e estarmos sempre alerta contra o malware.

     Para verificares se sabes e cumpres as regras de segurança e proteção quando "surfas" na Web, experimenta estes dois jogos: Como utilizas o teu computador e a Internet e o que sabes sobre os riscos de roubo de identidade digital

Sê cuidadoso, diverte-te e aprende ainda mais.

E lembra-te sempre: one second online, forever online!

Ciao!
     LCM
     

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

cartas de 'navegar'...

... por uma Internet mais segura:

"Ser cidadão digital"


Cantanhede, 11 de fevereiro de 2014

       Olá, Miguel.

      Gostei do mail que me enviaste. As tuas respostas revelam que tens consciência das regras necessárias para conduzir um automóvel e que já conheces algumas, não como condutor, mas como peão / transeunte que diariamente convive com o trânsito.
     Mas… estranhei a hora a que me respondeste! Estavas na escola, certamente, e usaste o iPhone, não foi? Pareceu-me ser hora do intervalo mais longo da manhã, aquele que normalmente aproveitas para pôr a conversa em dia enquanto lanchas…
      Curioso! Já reparaste na possibilidade que a tecnologia nos permite “estar em vários lugares ao mesmo tempo”? Parece que estamos / vivemos entre mundos – o real e o virtual! Já pensaste que temos dupla nacionalidade? Somos cidadãos do mundo real e do mundo digital. E já pensaste que isto de ser cidadão implica direitos e deveres... em qualquer dos dois mundos?
    As questões que tenho, hoje, para ti vão acompanhadas de imagens, porque as hiperligações (uma funcionalidade extraordinária da WEB) me / nos permitem fazê-lo e porque concordo que uma imagem vale mais com mil palavras
       Começo por te perguntar se sabes Ser / o que é Ser cidadão digital? Ora espreita.



      Pois é! Parece que isto não se reduz a saber usar apenas a tecnologia, não é? 
    Ser Cidadão digital, tal como no mundo real, implica um código de conduta e boas maneiras, assenta no respeito e no uso seguro e responsável do que a Web coloca ao nosso alcance. Sabes o que acontece num minuto na Web? Reparaste na velocidade com que tudo acontece? Temos mesmo de ser muito cuidadosos, não concordas?
      Por exemplo, partilhas muitas fotos tuas e de colegas teus / tuas online. Alguma vez te questionaste antes de as publicares? A Internet é fantástica! Mas lembra-te que, tal como no mundo real, também no virtual nem todas as pessoas têm boas intenções...
       Deixo-te algumas regras para refletires sobre o uso correto e seguro da Web:
       1 - Lembra-te de que, mesmo no mundo virtual, também és um ser humano em contacto com outros seres humanos: respeita-os, como gostas de ser respeitado adotando, online, os padrões de comportamento correto que usas no mundo real.
       2 - Aceita as diferentes opiniões, mesmo que delas discordes, e debate / conversa de forma civilizada (não escrevas mensagens totalmente com maiúsculas: isso significa que estás a gritar com a outra pessoa)
       3 - Não publiques conteúdos que possam intimidar, ferir, insultar, magoar ou causar qualquer dado ou problemas a outrem.
       4 - Lembra-te: uma vez publicado qualquer conteúdo online é impossível de remover (one second online, forever online)
       5 - Respeita a privacidade dos outros.

       Ainda sobre "netiquette" e boas maneiras, podes ficar a saber mais aqui e aqui .

     E deixo, também, um desafio: conheces as regras (básicas) de segurança (privacidade, proteção...) que deves respeitar, quando estás online?

Fico à espera das tuas respostas / dúvidas, questões...

Fica bem e 'navega' em segurança!
LCM

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

cartas de 'navegar'...


... por uma Internet mais segura



Cantanhede, 10 de fevereiro de 2014

       Olá, Miguel

     Hoje, senti vontade de conversar contigo. Não porque já não o façamos há muito tempo, mas porque me lembrei do género epistolar e resolvi escrever-te… uma carta!
      Imagino o que te estará a passar pela cabeça, mas, olha, hoje, deu-me p’raqui! E, não sei por que motivo, lembrei-me da invenção da roda * e da sua extraordinária *«importância, não só porque promoveu uma revolução no campo dos transportes e da comunicação, mas também porque a roda, com diferentes modificações, passou a fazer parte de numerosos mecanismos e contribuiu para um incrível impulso ao progresso humano». Recordo, particularmente, a invenção do automóvel, que, ao longo da evolução que foi sofrendo e dos benefícios que esse meio de transporte e comunicação nos tem proporcionado, obrigou, também, ao desenvolvimento das estradas: hoje, temos estradas e autoestradas com amplas faixas de rodagem, bons pavimentos… que permitem uma flexibilidade e rapidez de movimentação, acesso e comunicação impensáveis há muitos anos. Fantástico, não? Certamente que concordas comigo.
      Pois bem, tudo o que acabei de dizer surgiu, porque dei comigo a pensar noutra invenção (o Ser Humano é mesmo um irrequieto e eterno insatisfeito, e ainda bem!): a Internet , cuja grande viragem em termos de navegação na World Wild Web  (que não é sinónimo de Internet) ocorreu na passagem de 1989 para 1990. A partir de então, gradualmente, mas a uma velocidade vertiginosa, passámos a ter ao nosso alcance um veículo de comunicação incrivelmente rápido, com (auto)estradas cuja largura de banda é cada vez maior e que nos permitem viajar facilmente por todo(s) o(s) mundo(s). Mais ainda: cada um de nós pode viajar quando quiser, para onde / por onde quiser, quase (sempre) gratuitamente. Fantástico, não? Certamente que, também aqui, concordas comigo.
     Ora, tudo isto me tem levado a colocar algumas questões, e vou começar pelo automóvel (cuja evolução aposta, cada vez mais, na segurança do(s) utilizador(es)). Tens 15 anos. Os teus pais têm dois automóveis. Tu conduzes algum deles? Sabes fazê-lo? Os teus pais permitem que o faças? Alguém te ensinou / já tentou ensinar-te? Sabes se há regras a respeitar na condução deste veículo? Conhece-las?
      Olha, como a carta já vai longa, hoje, fico por aqui e espero a tua resposta. Sabes que podes fazê-lo com o meio que entenderes e usando o género que quiseres.


Até breve!

LCM

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

a ler...

... a propósito do dia 27 de janeiro.


Porque há memórias que a História teima em não apagar. E ainda bem!
Esta não é data para comemoração. É data de aprendizagem, de recusa de ideais de loucura, de compreensão e aceitação de diferenças.




Life in the Third Reich


Poucos temas históricos têm suscitado tanto o interesse em geral e estimulado a escrita e a leitura como o "Terceiro Reich". 
Os principais contornos da história da Alemanha nazi são bem conhecidas: a ascensão de Hitler, a destruição da democracia de Weimar, rearmamento, o lançamento da Segunda Guerra Mundial, a perseguição e o assassinato em massa dos judeus europeus, a derrota total do Reich alemão ... [tradução livre por Leonor Melo, daqui]





O livro, embora escrito em inglês, é de leitura fácil e  revela que a vida diária alemã  se encontrava envolvida numa complexa mistura de suborno e terror, de medo e concessões, de barbárie… e o apelo a valores morais convencionais apregoados pelos nazis para controlar a sociedade. Revela, ainda, aspetos menos conhecidos da vida do Terceiro Reich, como a vida da aldeia, o tratamento de "párias sociais" e própria visão retrospetiva dos alemães sobre este período da sua história.

Pode ser lido gratuitamente, em formato digital (smartphone, computador ou tablet) descarregando a aplicação livre aqui .

Porque a História tem destas coisas, é sempre bom lembrar... e Ler!

LCM

a insustentável leveza dos ideais

27 de janeiro [dia internacional da memória do Holocausto]


Na atualidade, o termo Holocausto representa o extremínio planeado, pelo governo nazi, de cerca de seis milhões de judeus, a que se juntou a eliminação da população cigana, dos deficientes físicos e mentais e de vários povos eslavos (polacos, russos…). Este extermínio assentava na crença de que os alemães eram um povo superior e que os não arianos, em particular os judeus, eram impuros e inferiores, pelo que deviam ser eliminados.

Ver aqui uma linha de acontecimentos que estão na origem do Holocausto

Ver aqui um vídeo que mostra a sucessão de acontecimentos que antecedem
o Holocausto e onde é questionado o papel dos países e das pessoas comuns.

Para concentrar, monitorar e facilitar a deportação futura da população judaica, os alemães e seus colaboradores criaram guetos, campos de transição e campos de trabalho escravo para judeus.

Campo de Buchenwald

As autoridades alemãs também criaram campos onde exploravam o trabalho forçado de não-judeus, tanto no chamado Grande Reich Alemão como nos territórios ocupados pela Alemanha.

Mapa do Holocausto
Após a invasão da União Soviética, em junho de 1941, as Einsatzgruppen, unidades móveis de extermínio, e posteriormente os batalhões policiais militarizados, atravessaram as linhas fronteiriças alemãs para realizar operações de assassinato em massa de judeus, ciganos e autoridades governamentais do estado soviético e do Partido Comunista. As unidades das SS e da polícia alemã, apoiadas pelas unidades da Wehrmacht-SS e das Waffen-SS, assassinaram mais de um milhão de homens, mulheres e crianças judias, além de outras centenas de milhares de pessoas de outras etnias. Entre 1941 e 1944, as autoridades nazis alemãs deportaram milhões de judeus da Alemanha, dos territórios ocupados e dos países aliados ao Eixo para guetos e campos de extermínio, muitas vezes chamados de centros de extermínio, onde eram mortos nas instalações de gás criadas para cumprir esta finalidade.

De fome, de exaustão, queimados, baleados ou gaseados,
milhões de pessoas morreram nos campos de trabalho e nos campos de extermínio.
Entre 1948 e 1951, cerca de 700.000 sobreviventes emigraram da Europa para Israel. Muitos outros judeus deslocados de guerra emigraram para os Estados Unidos e para outras nações, tais como o Brasil. O último campo para deslocados de guerra foi fechado em 1957. Os crimes cometidos durante o Holocausto devastaram a maiorias das comunidades judaicas da Europa, eliminando totalmente centenas destas comunidades centenárias.

Uma das interrogações recorrentes é a de saber como foi possível o Holocausto, como é que milhões de homens, mulheres e crianças puderam morrer de acordo com um plano sistemático de extermínio.

Hannah Arendt

Hannah Arendt, filósofa alemã de origem judia (ver aqui e aqui mais informação sobre esta pensadora), publicou em 1963 a obra Eichmann em Jerusalém e que resultou do conjunto de artigos jornalísticos que escreveu ao acompanhar, na cidade de Jerusalém, o julgamento de Eichmann, coronel nazi que planificou ao mínimo pormenor o transporte e morte de milhares de judeus, num programa que ficou conhecido como “a solução final”.  




Eichman durante o seu julgamento em Jerusalém.

Num filme de 2013 sobre Hannah Arendt, vemos como a filósofa chega à perturbante conclusão de que Eichmann não representa o “mal absoluto”. É apenas um funcionário, racional e burocrata que age sem outra consciência que a da obediência ao dever.



Raphael Lemkin, um sobrevivente polaco, utilizou, em 1944, a palavra genocídio para descrever os acontecimentos durante o nazismo, e dedicou a sua vida a lutar para que o Holocausto nunca se voltasse a repetir.

Raphael Lemkin
Do seu ativismo, surgiu a Convenção de Prevenção e Punição do Genocídio. Estabelecida pela Assembleia das Nações Unidas a 9 de dezembro de 1948, obriga os signatários a prevenir o genocídio, definido como um ato que tem por intenção destruir uma nação, etnia, raça ou grupo religioso. A assinatura desta convenção trouxe inegáveis avanços nas leis que regem a relação entre estados. O primeiro avanço é de natureza moral: a soberania dos estados sobre os seus povos deixou de ser absoluta e tornou-se possível a interferência quando um governo comete atrocidades contra a população civil. O segundo avanço é de natureza legal: desde que a Convenção entrou em vigor, os responsáveis por assassinatos em massa podem ser levados a tribunal, tal como já aconteceu a propósito dos conflitos no Cambodja, no Ruanda e na Jugoslávia. O terceiro avanço prende-se com a ideia de prevenção, ou seja, de as nações implementarem medidas, através da educação e da diplomacia, que visam evitar ações de genocídio.



Dia Internacional da Memória do Holocausto

Apesar deste avanço, atos de genocídio continuaram a acontecer (Ruanda, Bósnia…) e são ainda hoje situações contra as quais temos de estar permanentemente alerta (veja-se a situação da Síria, onde já morreram mais de 130 mil pessoas).

A memória e o conhecimento do passado ajuda-nos a compreender e a agir no presente e a construir o futuro. O Dia Internacional em memória das Vítimas do Holocausto, comemorado anualmente no dia 27 de janeiro, foi criado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, através da resolução 60/7 de 1 de novembro de 2005. Nesse mesmo ano, o Parlamento Europeu estabeleceu também o dia 27 de janeiro como o dia Europeu de Memória do Holocausto. Assinalar estes dias é não esquecer os que pereceram. Mas, é também criar em cada consciência o desejo de proteger e compreender o Outro.

A Memoshoá - Associação Memória e Ensino do Holocausto  dedica-se a manter viva a memória do Holocausto e a desenvolver ações educativas para que as novas gerações construam uma consciência ética que não permita a repetição dos eventos da Segunda Guerra Mundial.

Neste âmbito, podemos também ver o Webinar subordinado ao tema Dia Internacional em Memória do Holocausto - Aprender com o Passado, Ensinar para o Futuro  que decorreu a 22 de janeiro de 2014.


A voz do Holocausto

Para muitos que viveram o Holocausto, as atrocidades cometidas faziam parte do  indizível. Não havia palavras que pudessem dizer o que foi visto como o “mal absoluto”, uma ruptura total com a humanidade.
Apesar disso, vários escritores, alguns dos quais sobreviventes dos campos de concentração nazis, relataram, de modo mais ou menos ficcionado, a sua experiência de perseguidos e desumanizados. Os temas mais recorrentes nas várias obras são a viagem, os campos, o trabalho, a desumanização, a razão dos senhores, a fome e a morte.

Primo Levi. Químico de profissão, a sua obra Tabela Periódica relata a experiência de vários prisioneiros do campo onde esteve, sempre em articulação com elementos químicos. Este livro foi considerado em 2006, pela Royal Institution of Great Britain, como o melhor livro sobre ciência de todos os tempos.

Primo Levi, escritor italiano que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, escreveu, entre várias obras onde narra a sua experiência, Se isto é um homem, texto que podemos encontrar na BECP. Primo Levi reflete sobre as razões porque muitos dos prisioneiros pereceram ou resistiram ao campo de concentração e o modo como cada um encontrou estratégias para sobreviver à provação. 



Eis um exemplo:
A história do engenheiro Alfredo L. mostra quanto é infundado o mito da igualdade originária entre os homens.
L. dirigia no seu país uma fábrica muito importante e o seu nome era (é) conhecido em toda a Europa. Era um homem forte, com cerca de cinquenta anos. (…) Quando o conheci estava muito debilitado, mas guardava no rosto os traços de uma energia disciplinada e metódica; naquele tempo os seus privilégios limitavam-se à limpeza diária das marmitas dos operários polacos: este trabalho, que obtivera não sei como, a exclusividade, rendia-lhe meia marmita de sopa por dia. Isso não era suficiente para satisfazer a sua fome; todavia, nunca ninguém ou ouvira queixar-se. Antes pelo contrário, as poucas palavras que pronunciava eram tais que faziam pensar em grandiosos recursos secretos, numa organização sólida e lucrativa.
E isso era confirmado pelo seu aspeto. L. tinha “um estilo”: as mãos e o rosto sempre perfeitamente limpos, tinha a abnegação de lavar, de quinze em quinze dias, a camisa sem esperar a mudança bimestral (faz-se notar aqui que lavar a camisa significa encontrar o sabão, o tempo, o espaço no lavatório superconcorrido; adaptar-se a vigiar atentamente, sem nunca distrair os olhos um instante; a camisa molhada, e vesti-la, naturalmente ainda molhada, à hora do silêncio, em que as luzes se apagam). (…) Só muito tempo depois fiquei a saber que toda esta ostenção de prosperidade, L. ganhara-a com incrível persistência, pagando cada aquisição e serviço com o pão da sua própria ração, reduzindo-se assim a um regime de privações suplementares.
Levi, P. (2002). Se isto é um homem. Lisboa: Público, pp. 104-105.


Irme Kertész é um escritor húngaro (ler entrevista com o autor aqui), de religião judaica, que sobreviveu ao Holocausto. Com 14 anos foi enviado para Auschwitz e posteriormente para Buchenwald. Em 2002 recebeu o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto da sua obra.

Irme Kertész
Existe na BECP


Em Sem destino e A recusa, o prisioneiro Koves Giorgy conta a sua experiência, primeiro como judeu descriminado em Budapeste, e depois como prisioneiro. O modo passivo e inocente como Koves Giorgy retrata a sua história deixa-nos perplexos.

Elie Wiesel
Elie Wiesel é um judeu de origem romena, sobrevivente a Auschwitz, que ganhou em 1986 o Prémio Nobel da Paz pelo conjunto das suas 57 obras onde retrata e mantém viva a memória do Holocausto. Foi apelidado pelo comité do Prémio Nobel como um “caminhante da humanidade”. O seu trabalho em defesa da paz é perpetuado pela Elie Wiesel Foundation for Humanity, conforme se pode ver aquiNa sua obra A noite (disponível na BECP) descreve a sua experiência enquanto prisioneiro de Auschwitz.
Para saber mais, ver online a Enciclopédia do Holocausto  e a página web do United States Holocaust Memorial Museum.

Isabel Bernardo 

Referências bibliográficas
United States Holocaust Memorial Museum (s/d). Enciclopédia do Holocausto. Em http://www.ushmm.org/ptbr/holocaust-encyclopedia

United States Holocaust Memorial Museum (December 9, 2013). Sixty-Five Years Later: The UN Convention on the Prevention and Punishment of Genocide. Em http://www.ushmm.org/confront-genocide/preventing-genocide-blog/genocide-prevention-blog/genocide-prevention-blog-1/sixty-five-years-later