terça-feira, 30 de setembro de 2014

... a propósito de leituras...


... o enredo na trama da narrativa... do sonho... da Vida...

Mas os livros que em nossa vida entraram 
São como a radiação de um corpo negro 
Apontando pra a expansão do Universo 
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso 
(E, sem dúvida, sobretudo o verso) 
É o que pode lançar mundos no mundo.
Os livros são objetos transcendentes 
Mas podemos amá-los do amor táctil 
Que votamos aos maços de cigarro 
Domá-los, cultivá-los em aquários, 
Em estantes, gaiolas, em fogueiras 
Ou lançá-los p'ra fora das janelas .

Caetano Veloso, Livros

Continuação de boas leituras!




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

promessas de liberdade

dia internacional da imprensa [24 de setembro]




O termo “imprensa” deriva da palavra “prensa”. Este termo, por sua vez, deriva de “prensa móvel”, processo técnico aperfeiçoado por Johannes Guttenberg no século XV. A prensa móvel foi usada, a partir do século XVIII para imprimir jornais.

Hoje em dia, o termo “imprensa” designa o conjunto de publicações que têm uma função dominantemente informativa, como os jornais. Com o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação, os jornais passaram também a ser difundidos através da rádio e da televisão e, hoje em dia, uma parte significativa dos jornais têm edições em linha. Apesar disso, o termo imprensa continua a ser utilizado.

Museu da Imprensa - Porto


Nas sociedades democráticas, a imprensa tem um importante papel no desenvolvimento de uma opinião pública esclarecida. Sendo a democracia um espaço onde o povo exerce o poder através da palavra, e sendo a palavra a única forma de gerar o consenso em direção ao maior bem comum, a palavra deve ser esclarecida, isto é, fundamentada. Ao informar, ao veicular notícias que permitam ao cidadão compreender os diferentes fenómenos que o rodeiam, a imprensa tem um papel decisivo na intervenção que os indivíduos podem fazer em sociedade. Não será por acaso que os governos totalitários se esforçam por suprir ou controlar a imprensa.




Com as tecnologias da comunicação em rede, a imprensa adquire novas dimensões. Por um lado, aumenta extraordinariamente a possibilidade de acedermos a um número quase infinito de publicações. Dominando um pouco da língua inglesa ou espanhola, qualquer cidadão do mundo pode manter-se a par do que se passa em muitos países dos cinco continentes. Basta para isso ler alguns artigos dos jornais mais influentes de cada país / região. Esta possibilidade, por sua vez, com a entrada da imprensa nas redes sociais e com os diretórios de arquivo e seleção dos artigos jornalísticos, é aumentada exponencialmente.

Por outro lado, os cidadãos podem hoje interagir com as notícias, comentando. A reação dos leitores às notícias pode, por sua vez, tornar-se notícia. Vejamos a notícia de que o cientista João Magueijo, professor numa universidade em Londres, publicou um livro com um retrato pouco lisonjeiro dos ingleses. Os comentários na página do jornal que publicou a notícia foram de tal monta que se tornaram, eles próprios assunto jornalístico.

Houve quem profetizasse que a imprensa terminaria com o aparecimento da www. É certo que a venda de jornais em papel diminuiu drasticamente e que muitos jornais deixaram simplesmente de ser editados em papel. Mas, isso não significa que não tenha aumentado o número de leitores. Pensamos que ainda há razões para evocar e celebrar o dia da imprensa.

Como evocação, sugerimos uma visita, local ou virtual, ao Museu da Imprensa, no Porto.
Isabel Bernardo


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A propósito do dia Internacional da Literacia [8 de setembro]


A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão.
Francis Bacon

Nos finais do século XIX, a literacia era entendida como uma habilidade discreta: sabia-se, ou não, ler, escrever e realizar operações numéricas básicas.

Aula numa escola primária. 1900
 Fotografia de Alberto Carlos Lima, AML-AF, A15064

À medida que a produção e a difusão da informação se tornou exponencial, com a massificação de novos meios de criação e de comunicação de informação, a literacia tornou-se a base de muitas profissões e funções sociais, e deixou de ser entendida como uma capacidade discreta. Hoje em dia, é entendida como uma possibilidade em crescendo, ou seja, é-se mais ou menos dotado de competências em literacia consoante a capacidade que se tem de utilizar sinais gráficos, em múltiplos suportes e formatos, para interagir em situações sociais complexas. A literacia, é, assim, a base do uso da informação e, por isso, a base de outras literacias, como a literacia dos média, literacia digital, literacia da informação, etc.



Mesmo que mantenham o carácter predominantemente manual, a quase totalidade das profissões, e sobretudo as que dão acesso a maiores oportunidades sociais, assenta na capacidade de usar e descodificar informação. Por isso, a UNESCO considera que a literacia é um direito humano fundamental e a base do desenvolvimento social, económico e pessoal. Em contrapartida, não ter acesso à possibilidade de aprender ler e escrever é um caminho para a pobreza, um acesso menor a cuidados de saúde, a condenação ao ciclo de miséria (ver aqui).


Há 40 anos que a UNESCO celebra o Dia Internacional da Literacia a 8 de setembro. A celebração deste dia traduz o apoio da UNESCO a múltiplas atividades que têm como objetivo reduzir o analfabetismo (há cerca de 122 milhões de iletrados no mundo e 67 milhões de crianças que não têm a possibilidade de ir à escola; para mais informação ver aqui) e erradicar o analfabetismo funcional (mesmo tendo frequentado a escolaridade básica, muitos adultos e jovens adultos, mesmo nos países desenvolvidos, não consegue resolver situações quotidianas quando estas implicam a utilização de informação) e, por essa via, aumentar as oportunidades de educação (a literacia é a base de toda a aprendizagem), diminuir as desigualdades de género e facilitar o desenvolvimento sustentável, a paz e a democracia.

O trabalho da UNESCO remonta a 1946 e em 2002 tomou a dianteira ao considerar a década seguinte como a década da literacia.

UNESCO Internacional Literacy 
A atividade da UNESCO na erradicação da iliteracia manifesta-se também no apoio a múltiplas iniciativas locais. No presente ano, o prémio Internacional da Literacia da UNESCO subordinou-se ao tema “Literacia e Desenvolvimento Sustentável” e premiou vários projetos locais (ver aqui e aqui) desenvolvidos em Espanha, Burkina Faso, Argélia e outros países. Com ênfase na aprendizagem de competências em literacia, estes projetos visam a integração de minorias ou dos socialmente mais desfavorecidos.

Aprender a ler e a escrever, promover o livro e a leitura, valorizar as aprendizagens escolares, desenvolver leitores sólidos, é uma missão que cabe a todos. Assinalar o dia 8 de setembro como o dia Internacional da Literacia é apenas uma etapa de um percurso que se faz todos os dias.
Isabel Bernardo


UNESCO (s/d). Education for de 21.st century. Obtido em http://en.unesco.org/themes/education-21st-century

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A propósito do dia mundial da fotografia [19 de agosto]

O poema de Carlos Drumond de Andrade sobre as fotografias de Evandro Teixeira, fotojornalista brasileiro, introduz-nos no poder da fotografia.

A pessoa, o lugar, o objeto
estão expostos e escondidos
ao mesmo tempo, sob a luz,
e dois olhos não são bastantes
para captar o que se oculta
no rápido florir de um gesto.

É preciso que a lente mágica
enriqueça a visão humana
e do real de cada coisa
um mais seco real extraia
para que penetremos fundo
no puro enigma das imagens.

Fotografia-é o codinome
da mais aguda percepção
que a nós mesmos nos vai mostrando,
e da evanescência de tudo
edifica uma permanência,
cristal do tempo no papel.

… / …

Fotografia: arma de amor,
de justiça e conhecimento,
pelas sete partes do mundo,
viajas, surpreendes, testemunhas
a tormentosa vida do homem
e a esperança de brotar das cinzas.


De acordo com os historiadores, a primeira fotografia surgiu em 1836 em consequência das experiências de JosephNicéphore Niépces, que desenvolveu a “Heliografia”, uma técnica muito rudimentar com uma espécie de verniz que possibilitava uma rápida secagem quando exposto à luz. O problema da técnica de Niépces surgia na impressão, pois a imagem não se mantinha estável, devido a propriedade fotossensível da prata, que escurecia ao receber luz. 

O problema da nitidez e fixação da imagem no papel foi resolvido por volta de 1839 por Louis Daguerre, onde a imagem era convertida em prata metálica e exposta, e depois, a partir do vapor do mercúrio, o iodeto de prata se convertia em prata metálica. É do nome de Daguerre que surge a expressão daguerrótipo. A memória e o trabalho de Daguerre são preservados pela Daguerreian Society.

Ao longo da história da fotografia, muitos foram os autores e as autoras que se destacaram como excelentes fotógrafos, conforme podemos ver aqui, aqui e aqui.

Vamos destacar apenas alguns.

Jorge Molder (ver biografia e obra) é um dos fotógrafos portugueses mais conhecidos.

Auto-retrato de Jorge Molder

Na página web da Fundação EDP, é possível observar vários dos trabalhos deste autor.

Sebastião Salgado, brasileiro, economista de formação, é reconhecido internacionalmente pelas suas séries fotográficas sobre o trabalho e as migrações (ver vida e obra aqui). 
A sua belíssima obra, a preto e branco, choca-nos pela dureza da vida, pela aridez da paisagem, pelas histórias de beleza, sofrimento e sobrevivência que as suas fotografias contam. 

Série "work". Fotografia de Sebastião Salgado

Para ouvir e ver mais sobre o pensamento e a obra deste fotógrafo vejam-se aqui alguns vídeos disponibilizados pelas TED Talks

Man Ray (1890-1976, americano) e Henri Cartier-Bresson (1908-2004, francês) são outros dois autores que elevaram a fotografia à categoria de arte internacionalmente reconhecida.

Na página web do Man Ray Trust é possível recolher diversas informações sobre a vida e a obra deste fotógrafo e pintor cuja obra se encontra inserida no movimento Dada.

Glass Tears de Man Ray, 1932
(Getty Museum, Los Angeles, California, USA)


Na página web da Fondation Henri Cartier-Bresson encontramos informações sobre a vida e obra deste fotógrafo. Mais informação também é possível obter na secção da Magnun dedicada ao autor. 

Henri Cartier-Bresson, 1948


Cindy Sherman é uma fotógrafa norte-americana contemporânea cujas fotografias estão extensivamente representadas no MoMa.
Cindy é o seu próprio modelo, ainda que as suas fotografias não sejam autor-retratos.

Cindy Sherman. Untitled #466. 2008.
 Chromogenic color print, 8' 1 1/8 x 63 15/16" (246.7 x 162.4 cm).
The Museum of Modern Art, New York.


Encomenda de Cecília Meireles
 

Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.


Como tenho a testa sombria, 
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.


Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta, 
ponha uma cadeira vazia.



O fotojornalismo, muitas vezes desenvolvido por fotógrafos freelancer, tornou-se um importante meio de comunicação, de transmissão de ideias, de denúncia de conflitos, pobreza à escala mundial e de aproximação do estranho, do diferente. A Magnum é uma cooperativa de fotógrafos francesa, que surgiu em 1947, liderada pelo fotógrafo húngaro Robert Capa (1913 – 1954) que já fotografava em cenários de guerra desde os anos 30 e que representa o papel social e político dos que, muitas vezes, arriscam a vida para nos fazer chegar fotografias de todo o mundo.




O Retrato, de Adélia Prado

Eu quero a fotografia,
os olhos cheios d'água sob as lentes,
caminhando de terno e gravata,
o braço dado com a filha.
Eu quero a cada vez olhar e dizer:
estava chorando. E chorar.
Eu quero a dor do homem na festa de casamento,
seu passo guardado, quando pensou:
a vida é amarga e doce?
Eu quero o que ele viu e aceitou corajoso,
os olhos cheios d'água sob as lentes.. 
Prado, A. (2002). Bagagem. Lisboa: Livros Cotovia.

Neste vídeo, o fotógrafo artístico, especialista em retratos, Martin Schoeller, mostra-nos a importância da fotografia na relação com o outro.

Isabel Bernardo


terça-feira, 17 de junho de 2014

A ciência também é cultura na insustentável leveza das ideias

[Responsabilidade futura, a propósito do dia mundial da luta contra a seca e a desertificação]

O Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca, 17 de Junho, foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 1994. Precisamente nesse dia e ano, foi aprovada a Convenção das Nações Unidas sobre a Luta contra a Desertificação. Os Estados foram convidados a dedicar o Dia Mundial de modo a sensibilizar a opinião pública para a necessidade de promover a cooperação internacional no domínio do combate à desertificação e aos efeitos da seca, e de aplicar a Convenção das Nações Unidas sobre a Desertificação.
                                                      


A desertificação e a degradação dos solos afetam um terço da superfície da Terra, ameaçando os meios de vida, o bem-estar e o desenvolvimento de pelo menos mil milhões de seres humanos. Confrontados com longos períodos de seca, fome e pobreza crescente, muitos deles não têm outra alternativa senão fugir da sua terra. Estima-se que 24 milhões de pessoas tenham migrado devido a problemas ambientais. Este número poderá atingir 200 milhões até 2050.

                                                     


A celebração do Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca salienta a ameaça crescente que a desertificação e a seca representam para a estabilidade nacional e internacional. Quase um terço das terras cultivadas tornou-se improdutivo nos últimos 40 anos. Cerca de três quartos das pastagens naturais apresentam vários sintomas de desertificação. As alterações climáticas contribuíram para essa situação, mas são apenas um dos fatores. Em particular, é necessário repensar as práticas agrícolas e a gestão recursos hídricos. A agricultura e a criação de gado representam 70% do consumo de água doce e são responsáveis por cerca de 80% da desflorestação. A procura crescente de produtos agrícolas utilizados para alimentar o gado e para uso como biocombustíveis exercerá uma pressão acrescida sobre estes recursos escassos, se não forem geridos de uma maneira sustentável.
                                                         


A desertificação é um dos processos que mais seriamente ameaçam a humanidade, caracterizando um problema mundial que atinge, pelo menos, um quinto da população do planeta ao longo de mais de cem países, causando imensas repercussões.

                                                        


O consumo mundial e os modos de produção atuais não são sustentáveis. Isso terá como consequências, entre outras, novas crises alimentares mundiais como a de 2008 e a continuação da desertificação, da degradação dos solos e dos períodos de seca. Como sempre, os pobres serão as primeiras vítimas e as últimas a recuperarem.

A Comissão de Desenvolvimento Sustentável sublinhou que a desertificação e a degradação dos solos são problemas mundiais que exigem uma resposta mundial. Os dirigentes mundiais preocupam-se com as alterações climáticas. Regras a nível mundial que visem abrandar o aquecimento do planeta devem ajudar também os países em desenvolvimento a adaptarem-se aos efeitos que já se fazem sentir. Em particular, devem garantir um financiamento adequado e previsível para prestar apoio a uma melhor gestão das terras, a uma utilização mais eficaz da água e a uma agricultura sustentável.

Neste Dia de Luta contra a Desertificação e a Seca, reconheçamos os riscos que advêm de permitir que a desertificação avance. Reconheçamos também que, ao lutarmos contra as alterações climáticas, podemos contribuir para inverter a desertificação, aumentar a produtividade agrícola, atenuar a pobreza e reforçar a segurança a nível mundial.

                                                            


A desertificação é uma das formas mais alarmantes de degradação do ambiente:
Ameaça a saúde e os meios de subsistência de mais de um bilhão de pessoas.

                         “Não deveríamos esgotar o futuro que queremos”

                                                             


O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as atividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.
Paula Neves

Referências bibliográficas:
UNRIC. (2009, junho 12). Mensagem do secretário-geral – Dia mundial de luto contra a desertificação e seca. Disponível em http://www.unric.org/pt/mensagens-do-secretario-geral/24410

Dia mundial do combate à seca e à desertificação (2009, junho 17). Disponível em http://osminorcasvvr.wordpress.com/2009/06/17/dia-mundial-de-combate-a-seca-e-a-desertificacao/

Dia mundial do combate à desertificação e à seca (2014, junho 17). Disponível em http://prbalimentacaoeagricultura.blogspot.pt/2013/06/dia-mundial-de-combate-desertificacao-e.html

Degradação de terras, uma bola de neve de desastres (2012, junho 6). Disponível em http://envolverde.com.br/noticias/degradacao-de-terras-uma-bola-de-neve-de-desastres/ 


quinta-feira, 5 de junho de 2014

a ciência também é cultura, na insustentável leveza dos ideais

 dia 5 de junho  [ecologia responsável, a propósito do dia mundial do ambiente] 

                                                                               
O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado no dia 5 de junho de cada ano. Esta data foi estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 15 de dezembro de 1972, durante a Conferência de Estocolmo, que tratou do tema Ambiente. Foi durante esta conferência que foi aprovado também o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

A criação desta data teve como objetivo principal a conscientização da população mundial sobre os temas ambientais, principalmente, aqueles que dizem respeito à preservação. Desta forma, a ONU procurou ampliar a atuação política e social voltada para os temas ambientais. Também foi intenção da ONU transformar as pessoas em agentes ativos da preservação e valorização do meio ambiente, percebendo que são responsáveis pelo planeta Terra e agentes de mudança.

Nesta data ocorrem diversos eventos pelo mundo. Palestras, campanhas educativas, documentários e eventos são realizados, em vários locais, com o propósito de despertar as pessoas para esta importante questão mundial.

       

A ONU designou 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. O Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com um foco especial na questão da mudança do clima.

                                                 


O ser humano desencadeou um processo de destruição da vida, que, nas últimas décadas, se acelerou perigosamente. Vive-se a síndrome da poluição, da extinção, da escassez, da miséria e da fome. Constata-se a progressiva destruição da vida em todas as suas manifestações. Entre os principais problemas que denotam falta de respeito pela vida, destacam-se: a aplicação, sem discernimento, dos progressos científicos e tecnológicos, o gradual esgotamento do ozono e o consequente “efeito estufa”, que atinge dimensões críticas, a, extinção de animais, diminuição da biodiversidade, destruição das espécies vegetais e das florestas e outros. Essa postura irresponsável em relação à natureza e os consequentes desastres ecológicos ameaçam a espécie humana.

Num momento em que a Natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo Homem, mas que cobram um preço alto em vidas, tais como: furacões furiosos, enchentes devastadoras, deslizamentos letais, invernos glaciais, chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos em defesa da vida.

                                                


 É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.
                            


Todos temos como contribuir, direta ou indiretamente, para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.

Cultivar um mundo sustentável para nós e futuras gerações é um compromisso de todos.
Com atitudes responsáveis em favor do planeta colaboramos para uma sociedade mais justa, ambientalmente equilibrada e economicamente prospera.

                                                                           


A harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza é essencial.
Preservar o meio ambiente é muito importante para que possamos ter um planeta saudável e rico em recursos naturais no futuro.
"O Planeta Terra é a ilha compartilhada por todos nós. Devemos nos unir e protegê-la."

                                                                      


 Quinta-feira dia 5 de Junho de 2014

                                                           


Paula Neves

Referências bibliográficas
Barros, J. de (s/d).Dia do meio ambiente e ecologia. Brasil Escola. Em http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm

(s/a) (2014). Um dia dedicado às ações positivas pelo meio ambiente [dia mundial do ambiente] PNUMA. Disponível em http://www.unep.org/portuguese/WED/about/

Gomes, S. dos S. (s/d). Sintomas da crise ecológica. Emhttp://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/dia_do_meio_ambiente/ 

(s/a) (2013 , junho 3). Dia mundial do meio ambiente e ecologia. CESIF. Em http://www.vocerealmentesabia.com/2013/06/dia-mundial-do-meio-ambiente-e-ecologia.html

(s/a) (2013, junho 4). Dia mundial do meio ambiente. Biolugando. Disponível em. http://biolugando.blogspot.pt/2013/06/dia-mundial-do-meio-ambiente.html



sexta-feira, 30 de maio de 2014

a insustentável leveza dos ideais

a propósito do dia 21 de maio [dia internacional para o desenvolvimento cultural]



Pascal, físico, matemático e filósofo francês do século XVII, refere na sua obra, Pensamentos, que o homem não é senão um “roseau" pensante. O homem reconhece-se como o mais frágil, mais desamparado de todos os animais mas, é a consciência dessa fragilidade que o impele a superar as suas limitações. O homem compensa a sua debilidade com a capacidade de produzir cultura e através da cultura ele procura superar os seus limites, traçando objetivos que o levam a inventar o futuro.



A cultura é um conjunto de manifestações materiais e imateriais que refletem a especificidade de um grupo de indivíduos na sua maneira de sentir, pensar e agir. Ela engloba o saber, as crenças, os valores, a moral, as leis e os costumes e todas as capacidades do ser humano adquiridas no decurso da sua socialização.

O homem como produtor/produto de cultura procura, a partir das suas ações, realiza-se numa exigência de perfeição e de autonomia. Ele é por natureza um ser cultural que herda um passado que atua sobre ele e o condiciona, mas projecta-se para um futuro, influenciando a construção de um presente. Ele cria assim, novas possibilidades, transformando o mundo, humanizando-o e humanizando-se a si mesmo e, neste processo, vai contribuindo para uma mudança e evolução cultural que recebe as influências exercidas por outras culturas. 



Estamos na era da globalização e as formas de comunicação interculturais assumem um papel preponderante na atualidade. O contacto e o intercâmbio cultural entre diversas sociedades deve permitir que estas sejam mais abertas, mais solidárias entre si, receptivas à diferença, condenando o etnocentrismo, o genocídio, o racismo e a xenofobia.

Diz-nos Jean-Pierre Changeux,
O progresso das nossas sociedades, se se quiser aceitar o termo, será função duma “partilha das oportunidades” com que cada cultura se depara no seu desenvolvimento histórico.
 Essa evolução alargar-se-á pela admissão de novos parceiros e por uma diversificação interna: ela será o fermento do desenvolvimento histórico da humanidade futura. A partir de agora, não se trata mais de viver ao lado uns dos outros, em comunidades distintas e impenetráveis. Bem pelo contrário, é necessário que, no seio duma sociedade comum, se estabeleçam novos contactos que assegurem confrontações, intercâmbios, novas sínteses, em suma, que sejam fonte de vitalidade e de inovação. (Changeaux, 1999, p. 29)
Emília Laranjeira 

Referências bibliográficas:      
Changeux, J. (1999). Uma Mesma Ética Para Todos? Lisboa: Instituto Piaget, p.29.



quinta-feira, 29 de maio de 2014

a ciência também é cultura

dia 29 de maio [energias alternativas, a propósito do dia mundial da energia]


                                                                               
A 29 de maio assinala-se anualmente o Dia Mundial da Energia, efeméride ambiental que pretende sensibilizar a população em geral e os líderes mundiais, para a importância de poupar energia e para a promoção das energias renováveis mais amigas do ambiente, em substituição das não renováveis e energias fósseis, altamente poluentes e prejudiciais para a própria vida na Terra.
Este dia foi criado em 1981 numa iniciativa da Direção Geral de Energia.
Esta comemoração tem por finalidade, também alertar sobre os impactos ambientais advindos da geração e a importância de preservar os recursos naturais.

                                                    


Nos tempos recentes, o acesso à energia continua a ser um meio importante para a existência humana, uma vez que é necessária para a satisfação das necessidades básicas, como também para a mobilidade e comunicações.
O aproveitamento das energias renováveis em alguns espaços rurais, poderá ser o motor necessário para a viabilidade económica dos mesmos.

                                                         


Uma fonte de energia é renovável quando não é possível estabelecer um fim temporal para a sua utilização. É o caso do calor emitido pelo sol, da existência do vento, das marés ou dos cursos de água.
O tema das energias renováveis é deveras abrangente, não só pela quantidade de novas energias alternativas, mas também devido às grandes aplicações e modos de utilização existentes.
Sendo as energias renováveis consideradas uma nova tecnologia a discussão em torno deste assunto é polémico.
Não se deve considerar e debater as vantagens e desvantagens das energias renováveis como um todo, mas sim conhecer as ramificações de cada tipo de energia renovável, assim como as suas particularidades.
As energias renováveis são virtualmente inesgotáveis, mas limitadas em termos da quantidade de energia que é possível extrair em cada momento.

Cada vez mais se defende a ideia de que um modelo energético sustentável tem de se basear nas energias sustentáveis, quer estejamos a falar no combate ao efeito de estufa, quer na redução da dependência de fontes energéticas externas.
As fontes de energia alternativa têm muito para oferecer a um país como o nosso, rico em recursos naturais renováveis, como o sol, o vento, as ondas, entre outros.






As preocupações ambientais têm necessariamente de ser uma exigência da humanidade. Temos de nos empenhar em preservar o meio que nos rodeia e em encontrar formas alternativas limpas e económicas de produzir energias. É esta a herança que devemos aos nossos filhos e gerações vindouras.

Em 2013 a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em Portugal foi responsável por 58,3% do total energia elétrica consumida, com um aumento de 20% em relação a 2012. Considerando apenas a produção nacional, a contribuição das renováveis cifrou-se no valor recorde de 61,7%.

"Devíamos olhar para as renováveis como uma fonte independente de energia e a Europa pode liderar isto"

                                                       


Quinta feira, dia 29 de maio pense que este pode ser o primeiro dia do resto da sua vida, para começar a ser um exemplo para os outros na poupança de energia, e olhe que não é assim tão difícil como parece.

                                                  


Neste âmbito municípios, por vezes com a colaboração de instituições como a DECO, escolas e agrupamentos de escolas comemoram este dia promovendo a realização de sessões de sensibilização ambiental.
Paula Neves

Referências bibliográficas:
Botelho, T. (2013, setembro 14). 3º Seminário Nacional de Energias Renováveis e Eficiência   Energética acontece no Rio em Outubro de 2013 [Imagem]. Em http://edifacoesverdes.blogspot.pt/2013/09/3-seminario-nacional-de-energias.html

Camara Municipal de Loulé (s/d). Dia Mundial da Energia (29 de maio). Disponível em http://www.cm-loule.pt/menu/729/dia-mundial-da-energia.aspx

Gonçalves, A.M. (2014, maio 23).Notícias- energias renováveis. Em http://www.apren.pt/noticias/detalhes.php?id=959

Quercus. (2014, janeiro 14). Portugal atingiu valor recorde do século na produção de eletricidade renovável e de emissões de CO2 evitadas. Em http://www.quercus.pt/comunicados/2014/janeiro/3297-portugal-atingiu-valor-recorde-do-seculo-na-producao-de-eletricidade-renovavel-e-de-emissoes-de-co2-evitadas

Magro, C. (s/d). A importância das energias renováveis para a sustentabilidade em espaço rural. Encontro de Educação Ambiental. Em http://www.aspea.org/19CeCarlosMagro.pdf

s/a (2012,maio 29). Dia Mundial da Energia: 29 de maio. Move. Veja em http://e-move.tv/noticias/dia-mundial-da-energia-comemora-se-esta-terca-feira

 s/a (2011,janeiro 22). Algumas imagens de energias renováveis. Em http://grupo5-energiasrenovaveis.blogspot.pt/2011/01/algumas-imagens-das-energias-renovaveis.html

s/a (2013, maio 29). 29 de maio – Dia mundial da Energia. Carmehil. Em   http://carmehil.wordpress.com/2013/05

s/a (s/d). Dia Mundial da energia. Jornal ”Piropo” Online. Em http://piropo.wordpress.com/category/dia-mundial/

s/a (s/d). Sobre As Energias Alternativas. Portal do ambiente e do cidadão. Veja em http://ambiente.maiadigital.pt/ambiente/energia/mais-informacao-1/sobre-as-energias-  alternativas

s/a (s/d). Energias alternativas. Em http://enalternativas.no.sapo.pt/

s/a (2010, março 5). Vantagens e desvantagens das energias renováveis. Portal Energias,  energias renováveis. Disponível em http://www.portal-energia.com/vantagens-e-desvantagens-das-energias-renovaveis/

terça-feira, 27 de maio de 2014

da leitura à escrita...


... um percurso de aprendizagem.


«Os livros têm grande importância em nossas vidas
não só porque auxiliam na construção de nosso conhecimento,
mas também porque nos trazem palavras de encanto,
doçura e suavidade.»

Francis Bacon

Ainda a propósito da rubrica do programa de Português "Contrato de leitura", aqui ficam mais algumas impressões e descobertas colhidas no folhear de páginas e vivências.



da leitura à escrita



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«Leia um bom livro e seja feliz, delicie-se na imortalidade da literatura, viva de páginas, frases e esperança.»
Karina Caprio