quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mãe



"Com três letrinhas apenas/ se escreve a palavra mãe;

/ é das palavras pequenas/ a maior que o mundo tem."



“Já vou!” - esta é provavelmente a frase que mais grito à minha mãe diariamente; porventura, proclamo-a ainda mais que as expressões “Amo-te” e “Preciso de dinheiro”, também bastante presentes nos nossos diálogos. Mas pondo de parte estas comuns expressões, o que há mais a dizer sobre uma mãe?


Não é por mero acaso que todos nós, independentemente das nossas diferenças, partilhamos algo comum: todos temos, ou tivémos, uma mãe. Não é fantástico pensar que somos bocados de outros bocados? Somos um cocktail genético originado da mistura de duas pessoas e centenas de gerações. Contudo, como definir uma mãe?


As maiores construtoras de sonhos são as mães e… o que seria do mundo sem sonhos? São elas que, tendo o melhor ou pior, o mais bonito ou mal parecido, o talentoso ou desastroso filho, estão na primeira fila a apoiá-lo e a admirá-lo. Na palavra mãe residem os maiores mistérios do mundo: a vida e o sucesso dela. Elas ensinam as bases de tudo o que há para saber e dão-nos as mais saborosas receitas: como persistir e alcançar. Sem elas, o universo não seria universo.


As mães são as maiores inventoras do mundo. Acredito firmemente que, a partir do momento em que a primeira mulher do planeta escolheu amar, sacrificar-se e doar-se constantemente a um ser sem manual de instruções, garantia ou reembolso, a palavra altruísmo nasceu. Como podem três letras sustentar um mar de imensuráveis poemas?


Assim, esta quadra explica em poucas palavras o que nem um milhão de livros pode descrever: o valor de uma mãe. Reconheço isto porque a minha é a melhor amiga, apoiante e exemplo que alguém poderia ter. Se sei que posso conquistar o mundo e todos os meus sonhos é por causa dela, e isso, meus senhores, não tem preço nem tamanho.


Ghyovana Carvalho, 12.º LH2

terça-feira, 17 de maio de 2016

Todos querem chegar a velhos, mas ninguém quer que lho chamem



“Velhos? Velhos são os trapos!” É com esta indignação que reagem as pessoas quando tratadas de tal forma. Diria que não é fácil encarar o desafio da velhice sem a sensação de quase vergonha. As rugas, a falta de visão, a falta de vigor no andar… Mas tais limitações não incapacitam as pessoas de amar, de criar, de cuidar ou de ensinar… Talvez seja por esta razão que tantos se sentem ofendidos quando lhes é atribuída tal designação, pois é quando sentem a impotência que outrora não sentiam.


Durante toda a vida procuramos incessantemente a nossa independência, desde o momento em que tentamos dar os primeiros passos sozinhos até à altura de nos vestirmos da forma que gostamos e queremos ou até a sairmos de casa dos nossos pais. Queremos crescer a todo o custo e depois, quando finalmente atingimos esse objetivo, quando finalmente crescemos, começamos a sentir-nos velhos! E o problema não está na idade; o problema está em não sabermos aproveitar o que conquistámos. 


A juventude não é simplesmente um período da vida, mas sim um estado de espírito. Não é por termos vivido certo número de anos que envelhecemos. Envelhecemos, sim, quando perdemos a vontade de viver e deixamos de encarar a vida com o entusiasmo com que a encarávamos há vinte ou trinta anos.


Como afirma a minha avó, do alto dos seus 83 anos, “o ideal mesmo seria juntar a irreverência e a vontade de viver que temos durante a juventude com a sabedoria que só temos a partir de certa idade.”


Ana Vieira, 12.º CT3

domingo, 15 de maio de 2016

Vozes no vento que passa




Há sempre alguém que semeia /
Canções no vento que passa” (Manuel Alegre)



Afinal, o que são canções? Talvez sejam meras palavras escritas ou então projeções de pensamentos partilhados por muitos, ideias transformadas em vozes que querem ser ouvidas. Há sempre vozes que se fazem ouvir e que ecoam, que alimentam a esperança de uns e atormentam a mente de outros. 

A história da humanidade é marcada por pontos de viragem, como resultado da vontade e coragem de vozes incógnitas que se impuseram perante o poder, quer político, quer social, procurando lutar por aquilo em que acreditavam. Estes marcos na história mundial foram impulsionados por uma voz que deu voz a outras vozes, que juntas revolucionaram e juntas venceram.
As manifestações e revoluções do mundo semearam novas mentalidades no vento, que foi fugazmente passando e fora o cúmplice das vozes que se ergueram.

Há sempre uma canção prestes a nascer, que anseia brotar. São precisas vozes que ecoem à medida que o vento passa e que, com ele, sejam propulsoras da mudança. É preciso um alguém que seja a voz de mil vozes, de mil vontades e em cada dia "Há sempre alguém que semeia/ Canções no vento que passa".

Bárbara Lopes, 12.º CT3