domingo, 23 de outubro de 2016

a ler... Sue Townsend




Sue Townsend, Susan Lillian, nasceu em Leicester a 2 de abril de 1946. Frequentou a escola primária em Glen Hills. O seu pai era carteiro e teve cinco filhas, sendo Sue a mais velha. Aos 15 anos deixou a escola e trabalhou em diversas áreas, desde empregada numa bomba de gasolina até empregada numa loja.


Aos 18 anos casou-se e teve quatro filhos. Em 1978 o seu segundo marido incentivou-a a juntar-se a um grupo de escritores no “Phoenix Arts Centre” em Leicester, após ter admitido que em toda a sua vida adulta tinha vindo a escrever em segredo.

Em 1982 e 1984 escreveu duas peças de teatro, ambas apresentadas no “Royal Court Theatre”.A sua carreira ganhou novo fôlego quando, em 1981, venceu um prémio de melhor peça de teatro atribuído pela estação londrina “Thames Television”.

 No entanto, foi com os diários de Adrian Mole que o seu sucesso disparou, não só em Inglaterra, como em quase toda a Europa e até no Japão.

Em 1982 publicou o primeiro “ O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 anos e ¾” (“ The Secret Diary of Adrian Mole aged 13 ¾”),






seguido de “Adrian Cole na Crise da Adolescência”, em 1984 (“ The Growing Pains of Adrian Mole”) valeram-lhe o título de o melhor romancista dos anos 80.



Seguiram-se “”The True Confessions of Adrian Albert Mole” (1989), “Adrian Mole:From Minor to Major” (1991), “ Adrian Mole: The Wilderness Years” (1993), “Adrian Mole: The Cappuccino Years” (1999), “Adrian Mole e as armas de destruição maciça” (2004) (“Adrian Mole and the Weapons of Mass Destruction”).


Sue Townsend escreveu outras obras desta coleção, que venderam mais de oito milhões de cópias, foram traduzidas para 30 línguas e foram adaptadas para a rádio, televisão e teatro.

Escreveu outras obras que foram consideradas “best selling works” como “ A rainha e eu”(1992) (“The Queen and I”),





“Crianças fantasma” ( 1997) ( “Ghost Children”) e “Número dez” ( 2002 ) (“Number Ten”).





As obras aqui destacadas estão disponíveis na Biblioteca Escolar Clara Póvoa.

Em 1991 foi-lhe atribuído o título de “Honorary MA” pela Universidade de Leicester.


Em 2001 a escritora esteve no Porto a participar na conferência “Sob Influência” na Biblioteca Almeida Garret. Na altura contou um pouco da sua vida enquanto criança e a forma como nasceu o seu gosto pela leitura e pela escrita.

A escritora sofria de diabetes e nos últimos anos foi perdendo a visão. Morreu aos 68 anos, em sua casa.

Dotada de um excelente sentido de humor, os seus livros são divertidos, ao mesmo tempo que nos levam a refletir sobre as questões do quotidiano.

Para saber mais sobre esta escritora, veja aqui, aqui e aqui
Luísa Torres 

domingo, 5 de junho de 2016

Sebastian Faulks

... a ler 






Sebastian Faulks nasceu a 20 de abril de 1953, em Donnington, Bershire. Foi educado na “Elstree School” e depois em Wellington College, em Berkshire.

Depois de se formar, Faulks viveu na França por um ano. Quando regressou a Inglaterra,  trabalhou como professor  numa escola particular em Camden Town.

A sua primeira obra “A Trick of the Light” foi publicada em 1986. Tornou-se o primeiro editor literário no “The Independent” em 1986. Em 1989 publicou a obra “A Rapariga do Lion D’Or” (“ The Girl at the Lion d’Or”), a primeira obra histórica publicada em França.
 Em 1991 deixou “The Independent” e escreveu para vários outros jornais. Após o sucesso de “ O Canto dos Pássaros” (“Birdsong”), em 1993, largou o jornalismo para se dedicar à escrita a tempo inteiro.



Uma revista literária afirmou que "Faulks tem o dom raro de ser popular e literário, ao mesmo tempo"; o “Sunday Telegraph” considerou-o "Um dos romancistas mais impressionantes de sua geração que cresce em autoridade com cada livro”. A sua obra “Human Traces”, publicada em 2005, foi descrita por Trevor Nunn como “ Uma obra prima, uma das melhores obras de todos os séculos”.

Faulks é mais conhecido pelos seus três romances cuja narrativa se situa no início do século XX: o primeiro, “A Rapariga do Lion D’Or” ( “A Girl at the Lion d'Or”), publicado em 1989; “ O Canto dos Pássaros” (“Birdsong”) (1993), e Charlotte Cinza (1998). 

Recebeu vários prémios pela sua obra: em 1994, “ British Books Awards Author of the Year”; em 1998 “ James Tait Black Memorial Prize” para ficção com  “Charlotte Gray”; em 2002 foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à literatura e em 2009 recebeu o prémio “ British Book Awards” de ficção britânica popular pela sua obra “Devil May Care”.

Faulks aparece regularmente na TV e rádio britânicos. Publicou até 2015 cerca de 17 obras.

Em 2011 “Charlotte Gray” foi adaptado para o cinema, com Cate Blanchett e dirigido por Gillian Armstrong.  Em 2010, uma versão teatral de “ O Canto dos Pássaros, adaptada por Rachel Wagstaff ( que já tinha adaptado “A Rapariga do Lion D’Or”  e dirigida por Trevor Nunn, estreou no “Comedy Theatre” em Londres.

Para saber mais sobre o autor, visita a sua página oficial ou o dossier sobre o autor no The Guardian.
 
Luísa Torres

terça-feira, 31 de maio de 2016

Boletim Bibliográfico n.º 72 | Férias


... a ler


Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
Wiliam Shakespeare, Noites de verão



domingo, 29 de maio de 2016

Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU [29 de maio]


... a insustentável leveza dos ideais


No dia 11 de dezembro de 2002, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU com o intuito de homenagear todos os soldados da paz: homens e mulheres que estão ou estiveram envolvidos em operações de manutenção de paz promovidas por esta organização, de modo especial aqueles que faleceram nas áreas de conflito.     
        
Os soldados da paz pertencem ao Conselho de Segurança da ONU (criado em 1948), sendo a sua principal missão manter ou restabelecer a paz e a segurança em determinados focos onde ocorram conflitos em nome da cooperação entre as autoridades internacionais. Para conseguirem cumprir o grande objetivo para o qual foram criados, cabe ao Conselho de Segurança avaliar a dimensão da operação, os seus objetivos e o seu enquadramento temporal, de modo a não ser necessário recorrer à violência (ou seja, tentar “não combater o fogo com o fogo”) e a conseguir resolver rápida e facilmente os conflitos existentes.

Pessoalmente, penso que a criação dos soldados da paz é algo de louvar, tendo em conta a intemporal situação de conflito à escala mundial. Estes homens e mulheres – quer pertençam às forças armadas, à polícia civil ou a outra área de intervenção na vida pública – vivem, muitas vezes, no meio das armas, a tentar salvar as populações inocentes, que não têm de pagar com a sua vida pelos interesses dos governantes dos seus países.

Tendo em conta as regras rígidas sobre uso bélico a que estes indivíduos têm de obedecer e a coragem que têm de ter para deixarem tudo e se tornarem construtores da paz, penso que é da mais extrema importância prestar-lhes o devido reconhecimento. Várias entidades já o fizeram (em 1988 foram os vencedores do Nobel da Paz); contudo, penso que cada um de nós também o deva fazer, quer apenas refletindo sobre a sua importância – ou, melhor ainda, sendo construtores da paz não só no dia de hoje, mas sempre.
Diana Cruz, 12º LH2


Referências bibliográficas:

Organização das Nações Unidas (2011). International Day of United Nations Peacekeepers. Disponível em: http://www.un.org/events/calendar/Edetail.asp?EventID=1841&BeginDate=5/29/2011


Infopédia (s/d). Forças de Manutenção da Paz das Nações Unidas. Disponível em:        http://www.infopedia.pt/$forcas-de-manutencao-da-paz-das-nacoes-unidas 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ambiente



Boletim Bibliográfico Leituras em Rede, n.º 12B


Apesar dos esforços dos líderes mundiais para reduzir as emissões poluentes que contribuem para as alterações climáticas, nomeadamente o aumento da temperatura global do planeta, as notícias continuam a ser pouco positivas. Índices de poluição alarmantes em várias cidades chinesas, aumento das zonas desertificadas, contínua perda da massa de gelo nas zonas árticas…

Na matriz da civilização ocidental está a crença de que a natureza está ao serviço do Homem, que é um instrumento, um meio de satisfação das suas necessidades.

Surgida na década de 60 do século XX, com o aumento exponencial dos problemas ambientais, a ética ambiental assenta numa nova visão da natureza, a saber, que esta possui um valor intrínseco, independentemente da utilidade que possa ter. 

Considerado como “a medida de todas as coisas”, um ser separado da natureza, o Homem passa a ser encarado como parte da natureza. Ser responsável por si, pelos outros seres naturais e por todas as gerações futuras.

O conhecimento é essencial para a sustentação e desenvolvimento desta consciência ética e ambiental. Conhecimento científico, histórico e filosófico.

Nos livros, nos filmes e nos documentários, que fazem parte do fundo documental das bibliotecas escolares, e nas páginas web por nós sugeridas, são muitos os recursos possíveis para a constituição desse conhecimento.
Boas leituras!