segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Thomas Man

... a ler






Paul Thomas Mann nasceu a 6 de junho de 1875 em Lubeck e faleceu e 12 de agosto de 1955 em Zurich.

 Em 1892, com a morte do pai, os negócios da família foram abandonados e  muda-se para Munique, centro das artes e da literatura. Com o incentivo da mãe passa a dedicar -se à literatura.

Em Munique, a família  instalou - se no bairro boêmio de Schwabing, onde sua mãe oferecia saraus literários e festas em sua casa. Em 1893 escreveu alguns textos para a revista “Der Fruhlingsturm” ( "A Tempestade de Primavera"). Nesse mesmo ano muda-se para a Itália, para a cidade de Palestrina, onde morava seu irmão o escritor Heinrich Mann e onde permaneceu até 1898. Nessa época começou a trabalhar no manuscrito do romance "Buddenbrooks". De volta a Munique, trabalha como editor no jornal satírico/humorístico “Simplicissimus”. Entra para o exército, mas arrepende-se e consegue afastar-se alegando problemas de saúde.

Em 1900 publica sua primeira novela “Buddenbrooks”, que conta a história de uma família protestante, de comerciantes de cereais, de Lübeck, que depois de três gerações perde a sua fortuna. Inspirada na história de sua família relata fatos de personalidades de sua cidade natal. Em 1905 casa-se com a judia Katia Pringshein, filha de rico industrial, com quem teve seis filhos.

Em 1911, viaja para a cidade de Veneza e inspira-se para escrever a novela “Morte em Veneza”(“ Der Tod in Venedig”), que concebeu em 1911. A obra foi publicada no ano seguinte, 1912, e, embora menos diretamente autobiográfica que os “Buddenbrooks”, “trata-se da obra mais confessional de Thomas Mann” (1912), onde relata a paixão platónica de um escritor de meia-idade, por um jovem e belo rapaz.

Esta obra está disponível na Biblioteca Clara Póvoa. 



 Em 1915 publica um ensaio sobre Friedrich II, rei da Prússia. Em 1924 publica “A Montanha Mágica” ( “Der Zauberberg”), onde defende os ideais democráticos de uma Europa esfacelada pela Primeira Guerra Mundial. Esta obra também está disponível na Biblioteca Clara Póvoa.



 Em 1929, Thomas Mann torna-se ainda mais famoso, recebendo o Nobel de Literatura. O júri justifica-se aludindo a “Buddenbrooks”. Nenhuma menção a “A Montanha Mágica,” romance em que o escritor revela simpatias democráticas.

Emigrou da Alemanha Nazista para Küsnacht, próximo a Zurique, Suíça, em 1933, o ano da chegada de Hitler ao poder. Durante o regime nazista, o jornal “Völkischer Beobachter” (“Observador Popular”) publicava as chamadas listas de expatriados. Os nomes de Thomas Mann, sua mulher e seus filhos mais novos constavam da lista número 7. Dos mais velhos – Erika e Klaus – já havia sido retirada a cidadania alemã.

Após ter perdido a nacionalidade alemã, em 2 de dezembro de 1936, Thomas Mann permaneceu na Suíça até 1938, mudando-se então para os Estados Unidos. 

Para além do Prémio Nobel da Literatura em 1929, recebeu o Prémio Goethe (1949) e o Prémio Antonio Feltrinelli (1952).
Luísa Torres

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A rapariga que inventou um sonho, de Haruki Murakami.




A ler…


Fig. 1 - Haruki Murakami

Gostas de pequenas histórias? Então vais encontrar neste livro o prazer de ler contos curtos que vão mexer com a tua imaginação e outros são de cortar a respiração. Atreve-te a ler este livro e verás que valeu a pena.

Em A Rapariga que Inventou Um Sonho, o autor do best-seller Kafka à Beira-Mar envolve a fantasia com a mais natural das realidades. Do surreal ao mundano, estas histórias exibem a sua habilidade de transformar o curso da experiência humana na mais pura e surpreendente arte literária. 

Há corvos animados, macacos criminosos, um homem de gelo… Há sonhos que nos moldam e coisas que sempre sonhámos ter… Há reuniões em Itália, um exílio romântico na Grécia, umas férias no Havai… Há personagens que se confrontam com perdas dolorosas, outras que se deparam com distâncias inultrapassáveis entre os que querem estar o mais próximo possível. 

 


Quase todas as histórias são melancólicas, com personagens submersas pela solidão. Murakami junta os seus temas favoritos: os acontecimentos inexplicáveis (o tal toque de fantástico que provoca por vezes a sua inclusão na corrente do realismo fantástico), as coincidências, o jazz, os pássaros e os gatos. Tal como foi escrito no Los Angeles Times Book Reviey, "Murakami abraça o fantástico e o real, cada um com a mesma envolvência de intensidade e luminosidade."

«Os contos recolhidos nesta antologia foram escritos entre 1981 e 2005 e são a outra parte da sua arte de narrador exímio, onde o insólito coabita paredes meias com o mais comezinho quotidiano. Os seus personagens são seres solitários em busca de uma brecha no muro cinzento da existência, e muitas vezes isso acontece nas situações mais inesperadas e com resultados igualmente surpreendentes. As coincidências e situações mais ou menos inexplicáveis fazem parte do arranjo narrativo, mas todas elas encerram uma oportunidade ou um desafio. (...) Nestas histórias, que vão da fábula ao conto de "fantasmas", um tema bem japonês aliás, há de tudo um pouco. E a variedade de acontecimentos inclina para uma toadas melancólica, com salpicos de fantástico. Um livro para apreciadores de boa prosa, luminosa e cativante.»
Um aviso para ti que vais ler: Vais ficar viciado.
Boas leituras
Adélia Maranhão

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Literatura e Cinema

Boletim Bibliográfico, n.º 75 | Série BECP



30 obras literárias adaptadas ao cinema. 30 possibilidades de ler o livro e ver o filme. Duas linguagens e distintas e, porém, que estabelecem laços de proximidade tão frequentes.
A ler e ver na BECP.




quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A importância de ser dono/a de casa



[a propósito do dia da dona de casa] 

 
Não importa se é um apartamento, uma mansão, um palácio ou uma simples casa. Não importa se é grande, pequena, na aldeia ou na cidade. Porque nunca deixa de ser nossa – a nossa casa.
A casa é mais que um sítio entre quatro paredes; é o nosso lugar de descanso, onde é seguro repousar, fechar os olhos. É por isso importante deixarmos um pouco de nós e do que são os nossos gostos e características pessoais no espaço, como forma de criarmos o nosso próprio conforto. E ser dono ou dona dessa comodidade e desse refúgio é também o que nos permite afirmar que esse espaço nos pertence.
Sermos nós próprios os donos das nossas casas, aqueles que mantêm cada coisa no seu respetivo lugar, que a limpam, que se encarregam dos seus pertences e que cozinham a sua própria comida ajuda-nos a crescer enquanto pessoas, a ganhar independência e a sermos mais responsáveis, para além de que se pode revelar gratificante, pois pode assumir o papel de tranquilizante e ser um meio para descontrair e esquecer os maus momentos vividos durante o dia. No fundo, cuidar de uma casa é como cuidar de uma amizade: se não houver um esforço da nossa parte para manter a chama acesa, tudo o que se lutou para a construir esmorece, perde a força. Assim é numa casa, porque se não houver empenho para a preservar também perde valor, passando da gaveta do pertencido para o adquirido.
No entanto, alguém mais pode assumir o papel de dono/a da nossa casa nem que seja só por umas horas. Essa pessoa merece de nós todo o carinho e admiração, porque, além de cuidar do nosso lar, também ela tem uma casa, um outro lugar onde deposita a sua dedicação e onde procura deixar um pouco de si.
Em suma, considero que ser dono de casa, da nossa ou não, se revela extremamente importante para preservar a mesma e não depende do género, como é defendido por muitos, mas influencia a maturidade.
Mariana Pina Camarneiro
10.º CT1