domingo, 5 de junho de 2016

Sebastian Faulks

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Sebastian Faulks nasceu a 20 de abril de 1953, em Donnington, Bershire. Foi educado na “Elstree School” e depois em Wellington College, em Berkshire.

Depois de se formar, Faulks viveu na França por um ano. Quando regressou a Inglaterra,  trabalhou como professor  numa escola particular em Camden Town.

A sua primeira obra “A Trick of the Light” foi publicada em 1986. Tornou-se o primeiro editor literário no “The Independent” em 1986. Em 1989 publicou a obra “A Rapariga do Lion D’Or” (“ The Girl at the Lion d’Or”), a primeira obra histórica publicada em França.
 Em 1991 deixou “The Independent” e escreveu para vários outros jornais. Após o sucesso de “ O Canto dos Pássaros” (“Birdsong”), em 1993, largou o jornalismo para se dedicar à escrita a tempo inteiro.



Uma revista literária afirmou que "Faulks tem o dom raro de ser popular e literário, ao mesmo tempo"; o “Sunday Telegraph” considerou-o "Um dos romancistas mais impressionantes de sua geração que cresce em autoridade com cada livro”. A sua obra “Human Traces”, publicada em 2005, foi descrita por Trevor Nunn como “ Uma obra prima, uma das melhores obras de todos os séculos”.

Faulks é mais conhecido pelos seus três romances cuja narrativa se situa no início do século XX: o primeiro, “A Rapariga do Lion D’Or” ( “A Girl at the Lion d'Or”), publicado em 1989; “ O Canto dos Pássaros” (“Birdsong”) (1993), e Charlotte Cinza (1998). 

Recebeu vários prémios pela sua obra: em 1994, “ British Books Awards Author of the Year”; em 1998 “ James Tait Black Memorial Prize” para ficção com  “Charlotte Gray”; em 2002 foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à literatura e em 2009 recebeu o prémio “ British Book Awards” de ficção britânica popular pela sua obra “Devil May Care”.

Faulks aparece regularmente na TV e rádio britânicos. Publicou até 2015 cerca de 17 obras.

Em 2011 “Charlotte Gray” foi adaptado para o cinema, com Cate Blanchett e dirigido por Gillian Armstrong.  Em 2010, uma versão teatral de “ O Canto dos Pássaros, adaptada por Rachel Wagstaff ( que já tinha adaptado “A Rapariga do Lion D’Or”  e dirigida por Trevor Nunn, estreou no “Comedy Theatre” em Londres.

Para saber mais sobre o autor, visita a sua página oficial ou o dossier sobre o autor no The Guardian.
 
Luísa Torres

terça-feira, 31 de maio de 2016

Boletim Bibliográfico n.º 72 | Férias


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Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
Wiliam Shakespeare, Noites de verão



domingo, 29 de maio de 2016

Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU [29 de maio]


... a insustentável leveza dos ideais


No dia 11 de dezembro de 2002, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional dos Soldados da Paz da ONU com o intuito de homenagear todos os soldados da paz: homens e mulheres que estão ou estiveram envolvidos em operações de manutenção de paz promovidas por esta organização, de modo especial aqueles que faleceram nas áreas de conflito.     
        
Os soldados da paz pertencem ao Conselho de Segurança da ONU (criado em 1948), sendo a sua principal missão manter ou restabelecer a paz e a segurança em determinados focos onde ocorram conflitos em nome da cooperação entre as autoridades internacionais. Para conseguirem cumprir o grande objetivo para o qual foram criados, cabe ao Conselho de Segurança avaliar a dimensão da operação, os seus objetivos e o seu enquadramento temporal, de modo a não ser necessário recorrer à violência (ou seja, tentar “não combater o fogo com o fogo”) e a conseguir resolver rápida e facilmente os conflitos existentes.

Pessoalmente, penso que a criação dos soldados da paz é algo de louvar, tendo em conta a intemporal situação de conflito à escala mundial. Estes homens e mulheres – quer pertençam às forças armadas, à polícia civil ou a outra área de intervenção na vida pública – vivem, muitas vezes, no meio das armas, a tentar salvar as populações inocentes, que não têm de pagar com a sua vida pelos interesses dos governantes dos seus países.

Tendo em conta as regras rígidas sobre uso bélico a que estes indivíduos têm de obedecer e a coragem que têm de ter para deixarem tudo e se tornarem construtores da paz, penso que é da mais extrema importância prestar-lhes o devido reconhecimento. Várias entidades já o fizeram (em 1988 foram os vencedores do Nobel da Paz); contudo, penso que cada um de nós também o deva fazer, quer apenas refletindo sobre a sua importância – ou, melhor ainda, sendo construtores da paz não só no dia de hoje, mas sempre.
Diana Cruz, 12º LH2


Referências bibliográficas:

Organização das Nações Unidas (2011). International Day of United Nations Peacekeepers. Disponível em: http://www.un.org/events/calendar/Edetail.asp?EventID=1841&BeginDate=5/29/2011


Infopédia (s/d). Forças de Manutenção da Paz das Nações Unidas. Disponível em:        http://www.infopedia.pt/$forcas-de-manutencao-da-paz-das-nacoes-unidas 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ambiente



Boletim Bibliográfico Leituras em Rede, n.º 12B


Apesar dos esforços dos líderes mundiais para reduzir as emissões poluentes que contribuem para as alterações climáticas, nomeadamente o aumento da temperatura global do planeta, as notícias continuam a ser pouco positivas. Índices de poluição alarmantes em várias cidades chinesas, aumento das zonas desertificadas, contínua perda da massa de gelo nas zonas árticas…

Na matriz da civilização ocidental está a crença de que a natureza está ao serviço do Homem, que é um instrumento, um meio de satisfação das suas necessidades.

Surgida na década de 60 do século XX, com o aumento exponencial dos problemas ambientais, a ética ambiental assenta numa nova visão da natureza, a saber, que esta possui um valor intrínseco, independentemente da utilidade que possa ter. 

Considerado como “a medida de todas as coisas”, um ser separado da natureza, o Homem passa a ser encarado como parte da natureza. Ser responsável por si, pelos outros seres naturais e por todas as gerações futuras.

O conhecimento é essencial para a sustentação e desenvolvimento desta consciência ética e ambiental. Conhecimento científico, histórico e filosófico.

Nos livros, nos filmes e nos documentários, que fazem parte do fundo documental das bibliotecas escolares, e nas páginas web por nós sugeridas, são muitos os recursos possíveis para a constituição desse conhecimento.
Boas leituras!



terça-feira, 24 de maio de 2016

Saul Bellow



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Escritor  norte-americano de etnia judaica, Saul Bellow nasceu a 10 de junho de 1915 em Lachine, Montreal, no Canadá. Filho de judeus russos que haviam imigrado dois anos antes do seu nascimento, viveu num bairro desfavorecido de Montreal até 1924, altura em que a família decidiu mudar-se para Chicago.

A sua mãe faleceu em 1932 mas, apesar do desgosto profundo que sofreu, Saul Bellow conseguiu ser admitido no curso de Literatura Inglesa da Universidade de Chicago. Acabou por obter um diploma em Antropologia e Sociologia na “Northwestern University” em 1937. Matriculou-se num curso de pós-graduação mas abandonou, casando-se e decidindo tornar-se escritor a tempo inteiro. Começou a lecionar na Escola Normal Pestalozzi- Froebel de Chicago, em 1938, como forma de sustentar a sua nova família. Em 1942 iniciou uma colaboração com o departamento editorial da Enciclopédia Britânica.

No ano de 1944 foi destacado para a Marinha Mercante, no âmbito da entrada dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial. A vida a bordo proporcionou-lhe o tempo e a disposição para retoma a escrita e, assim, publicou nesse mesmo ano o seu primeiro romance “The Dangling Man”. A obra, em parte autobiográfica, conta a história de um jovem que atravessa uma crise ao saber que vai ser recrutado.

Em 1947 publicou a segunda obra “A Vítima” (“The Victim”), disponível na Biblioteca Escolar Clara Póvoa.

 
 

Em 1948 recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim e partiu para a Europa, passando cerca de dois anos em Paris.  Aí escreveu  “The Adventures of Augie March” (1953), que lhe valeu o “National Book Award” no ano seguinte.

O seu sucesso como escritor continuou com as obras “Aproveita o Dia” (“Seize the Day”), em 1956, também disponível na Boblioteca Escolar Clara Póvoa e “Herzog”, em 1964, que lhe valeu o Prémio Literário Internacional, tornando-se o primeiro americano a receber este prémio.



No ano 1976 recebeu o Prémio Pulitzer na categoria de ficção pela publicação de “Humboldt’s Gift”, em 1975. 

Em 1976, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.

Para conhecer o autor um pouco mais.





Faleceu a 5 de abril de 2005, na sua residência em Massachussetts, aos 89 anos.

Luísa Torres