quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O FILHO PRÓDIGO de Colleen McCullough



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Este é um livro que irá captar a tua atenção do princípio ao fim. Imagina que alguém tem em seu poder um tão poderoso veneno capaz de matar uma pessoa em poucos minutos e não deixar qualquer vestígio? Embarca nesta viagem alucinante de mistério. Aqui te deixamos a sinopse e umas breves passagens para aguçar a tua curiosidade.

Holloman, Connecticut, 1969. Uma toxina letal, extraída do peixe-balão, é roubada de um laboratório na Chubb University. Mata em poucos minutos e não deixa vestígios. Millie Hunter, médica especialista em bioquímica, está preocupada e comunica de imediato o roubo do seu pai, o médico-legista Patrick O’Donnell.

O primo de Patrick, o capitão Carmine Delmonico, é, portanto, rápido a agir quando os corpos se começam a amontoar. Uma morte súbita num jantar seguida de uma outra num evento de gala parecem à primeira vista ligadas apenas pelo veneno e pela presença do médico Jim Hunter, um cientista à beira da fama e marido de Millie.

“A pobre mulher tinha sofrido muito. As suas roupas tinham sido arrancadas pelas suas próprias mãos febris. (…) O espaço fechado cheirava a vómito e fezes, espalhados em torno de uma” mulher “que se debatera e, em seguida, tivera convulsões.” (…) “ mas parecia que o seu rosto fora esmagado no chão por uma mão gigantesca. A agonia nele era horrível.”
O doutor Jim Hunter, um negro casado com uma branca, enfrentou escândalos e preconceitos a maior parte da sua vida; o que o levaria a arriscar tudo agora? Estará a ser incriminado pelos homicídios? E, em caso afirmativo, por quem?

“Mas as cicatrizes psíquicas persistiam até naquele momento em que a sua bela mulher branca lhe ajeitava o laço preto e lhe dizia que estava muito bonito. Aqueles eram os grandes anos da Revolução Negra, do último estertor de brancos fanáticos. (…) o que não conseguia repelir era a sua profunda convicção de que grande parte do seu próprio calvário e devia a ter casado com a rainha branca do baile. “
Carmine e os seus detetives devem seguir a pista entre a multidão de excêntricos da cidade universitária, mas talvez o culpado esteja mais próximo do que pensam.

Boas leituras
Adélia Maranhão

domingo, 23 de outubro de 2016

a ler... Sue Townsend




Sue Townsend, Susan Lillian, nasceu em Leicester a 2 de abril de 1946. Frequentou a escola primária em Glen Hills. O seu pai era carteiro e teve cinco filhas, sendo Sue a mais velha. Aos 15 anos deixou a escola e trabalhou em diversas áreas, desde empregada numa bomba de gasolina até empregada numa loja.


Aos 18 anos casou-se e teve quatro filhos. Em 1978 o seu segundo marido incentivou-a a juntar-se a um grupo de escritores no “Phoenix Arts Centre” em Leicester, após ter admitido que em toda a sua vida adulta tinha vindo a escrever em segredo.

Em 1982 e 1984 escreveu duas peças de teatro, ambas apresentadas no “Royal Court Theatre”.A sua carreira ganhou novo fôlego quando, em 1981, venceu um prémio de melhor peça de teatro atribuído pela estação londrina “Thames Television”.

 No entanto, foi com os diários de Adrian Mole que o seu sucesso disparou, não só em Inglaterra, como em quase toda a Europa e até no Japão.

Em 1982 publicou o primeiro “ O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 anos e ¾” (“ The Secret Diary of Adrian Mole aged 13 ¾”),






seguido de “Adrian Cole na Crise da Adolescência”, em 1984 (“ The Growing Pains of Adrian Mole”) valeram-lhe o título de o melhor romancista dos anos 80.



Seguiram-se “”The True Confessions of Adrian Albert Mole” (1989), “Adrian Mole:From Minor to Major” (1991), “ Adrian Mole: The Wilderness Years” (1993), “Adrian Mole: The Cappuccino Years” (1999), “Adrian Mole e as armas de destruição maciça” (2004) (“Adrian Mole and the Weapons of Mass Destruction”).


Sue Townsend escreveu outras obras desta coleção, que venderam mais de oito milhões de cópias, foram traduzidas para 30 línguas e foram adaptadas para a rádio, televisão e teatro.

Escreveu outras obras que foram consideradas “best selling works” como “ A rainha e eu”(1992) (“The Queen and I”),





“Crianças fantasma” ( 1997) ( “Ghost Children”) e “Número dez” ( 2002 ) (“Number Ten”).





As obras aqui destacadas estão disponíveis na Biblioteca Escolar Clara Póvoa.

Em 1991 foi-lhe atribuído o título de “Honorary MA” pela Universidade de Leicester.


Em 2001 a escritora esteve no Porto a participar na conferência “Sob Influência” na Biblioteca Almeida Garret. Na altura contou um pouco da sua vida enquanto criança e a forma como nasceu o seu gosto pela leitura e pela escrita.

A escritora sofria de diabetes e nos últimos anos foi perdendo a visão. Morreu aos 68 anos, em sua casa.

Dotada de um excelente sentido de humor, os seus livros são divertidos, ao mesmo tempo que nos levam a refletir sobre as questões do quotidiano.

Para saber mais sobre esta escritora, veja aqui, aqui e aqui
Luísa Torres 

domingo, 5 de junho de 2016

Sebastian Faulks

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Sebastian Faulks nasceu a 20 de abril de 1953, em Donnington, Bershire. Foi educado na “Elstree School” e depois em Wellington College, em Berkshire.

Depois de se formar, Faulks viveu na França por um ano. Quando regressou a Inglaterra,  trabalhou como professor  numa escola particular em Camden Town.

A sua primeira obra “A Trick of the Light” foi publicada em 1986. Tornou-se o primeiro editor literário no “The Independent” em 1986. Em 1989 publicou a obra “A Rapariga do Lion D’Or” (“ The Girl at the Lion d’Or”), a primeira obra histórica publicada em França.
 Em 1991 deixou “The Independent” e escreveu para vários outros jornais. Após o sucesso de “ O Canto dos Pássaros” (“Birdsong”), em 1993, largou o jornalismo para se dedicar à escrita a tempo inteiro.



Uma revista literária afirmou que "Faulks tem o dom raro de ser popular e literário, ao mesmo tempo"; o “Sunday Telegraph” considerou-o "Um dos romancistas mais impressionantes de sua geração que cresce em autoridade com cada livro”. A sua obra “Human Traces”, publicada em 2005, foi descrita por Trevor Nunn como “ Uma obra prima, uma das melhores obras de todos os séculos”.

Faulks é mais conhecido pelos seus três romances cuja narrativa se situa no início do século XX: o primeiro, “A Rapariga do Lion D’Or” ( “A Girl at the Lion d'Or”), publicado em 1989; “ O Canto dos Pássaros” (“Birdsong”) (1993), e Charlotte Cinza (1998). 

Recebeu vários prémios pela sua obra: em 1994, “ British Books Awards Author of the Year”; em 1998 “ James Tait Black Memorial Prize” para ficção com  “Charlotte Gray”; em 2002 foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à literatura e em 2009 recebeu o prémio “ British Book Awards” de ficção britânica popular pela sua obra “Devil May Care”.

Faulks aparece regularmente na TV e rádio britânicos. Publicou até 2015 cerca de 17 obras.

Em 2011 “Charlotte Gray” foi adaptado para o cinema, com Cate Blanchett e dirigido por Gillian Armstrong.  Em 2010, uma versão teatral de “ O Canto dos Pássaros, adaptada por Rachel Wagstaff ( que já tinha adaptado “A Rapariga do Lion D’Or”  e dirigida por Trevor Nunn, estreou no “Comedy Theatre” em Londres.

Para saber mais sobre o autor, visita a sua página oficial ou o dossier sobre o autor no The Guardian.
 
Luísa Torres

terça-feira, 31 de maio de 2016

Boletim Bibliográfico n.º 72 | Férias


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Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
Wiliam Shakespeare, Noites de verão