sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Texto de siglas e acrónimos



Ó Meu Santo Pai Natal,

Gostaria, no Natal, de Receber um Sapo Inteligente e Castanho. A Minha Irmã Pediu ao Seu Duende Um Rapaz Corajoso, Mas o Seu Desejo Dará Trabalho.

Quando as tuas Renas Estiverem Neste Lugar, Apita! Com Gratidão, Te Peço Humildade, União e Carinho Para Todos Nós.
 
Como Me Portei Bem, Este Ano, Mereço Presentes Luxuosos e Amorosos. Neste Ano, Também Ofereci Presentes Especiais e Solidários.

                                                                                 Obrigado Pelos Enormes Presentes!

OMS, PN, GNR, SIC, AMI, PSD, URC, MSD, DT, QREN, LA, CGTP, HUC, PTN, CMPB, EA, MPLA, NATO, PES, OPEP

Simão Gonçalves, 10.º CT2

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A propósito do dia do sono



A minha cama 



Trata-se de um desabafo; algo íntimo, confesso. Prometam-me que não contam nada, não quero ouvi-la a vangloriar-se durante toda a noite.

A minha cama é de facto extraordinária. A nossa cama foi de facto extraordinária. Sim, eu disse “nossa”. “Nossa”, a cama dos meus pais, que também foi minha durante vários momentos: podia ser aquele pesadelo que me atormentava ou aquela criatura estranha que tende a viver debaixo da cama das crianças. Qualquer pretexto era válido para dormir no aconchego dos meus pais. A cama dos pais tem um pó mágico de amor e ternura que nos atrai e nos envolve tranquilamente, sem espaço para sentimentos maus.

Hoje dou conta que, à medida que cresci, a minha cama tornou-se o meu abrigo mais autêntico. Senti necessidade de criar o meu próprio espaço e autonomia. Coisa própria de adolescente. A minha cama ouve constantemente os meus queixumes e aventuras e as minhas almofadas vão suportando cada lágrima que deito e, por cada lágrima, uma história diferente. E guardam segredo. Como se não bastasse, ainda tentam reconfortar-me: passam a palavra às minhas mantas, pedindo-lhes que me aconcheguem, e murmuram-me ao ouvido que “amanhã será um dia melhor”. Se em pequena chorava alto para que reparassem, agora limito-me a procurar o carinho da minha companheira e choro baixinho para que ninguém note.

Adormeci várias noites no sofá; não me esqueço. Quando o meu pai me levava ao colo para me deitar, ela superava os seus ciúmes e recebia-me com ternura. Desculpa, sabes que és única e que só o teu conforto me serve.

Não fui eu que, simplesmente, comprei a minha cama e a acolhi em minha casa; é ela que me acolhe e que me conquista diariamente.

Diana Fonseca, 10.º CT1

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A propósito do Dia de dizer “Obrigado”



A importância das palavras mágicas

 

Na rotina dos nossos dias, pouca atenção damos às palavras que usamos e ouvimos. Vivemos mais de imagens, de movimento, de objetos e, no entanto, na sua simplicidade, é enorme o poder de algumas palavras. São, por isso, mágicas e podem realizar pequenos milagres, tornando as nossas relações com os outros bastante mais fáceis e agradáveis.
                 
De facto, se tivermos aprendido bem os ensinamentos dos nossos pais, diremos quase mecanicamente “Obrigado”, quando queremos agradecer, e “Por favor”, sempre que precisamos de pedir alguma coisa. Assim ditas, tão naturalmente, poderá até parecer que não acrescentam nada ao nosso discurso. Mas estas palavras breves não são de todo vazias ou desnecessárias. Elas traduzem as boas maneiras e a delicadeza que nos ensinaram a ter com os outros e é por isso que contribuem de forma determinante para a harmonia nas interações sociais. Tratar bem os outros é o primeiro passo para se ser bem tratado.
                
Por vezes, em diálogos difíceis que fazem parte inevitável do quotidiano, o uso destas palavras pode ser uma forma de combater a frieza, a agressividade ou o mau humor dos outros, porque são palavras que não ofendem, não magoam, nem humilham. Pelo contrário: são palavras que respeitam e valorizam. Por isso, são agradáveis. 
               
 Por outro lado, a importância destas palavras reside também no facto de refletirem valores que são fundamentais nas relações humanas. A gratidão, a humildade e o respeito que devemos uns aos outros estão presentes em cada “Obrigado”, em cada “ Por favor”, em cada “Com licença” que dizemos e ouvimos.

O relacionamento com os outros nem sempre é fácil, mas a delicadeza e o respeito nas palavras que usarmos poderá ser uma forma simples e quase mágica de resolver problemas.
 José Bita, 10.º CT1