segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A importância de chamar uma pessoa pelo seu nome

 

A propósito do dia do nome



Todos merecemos um nome. As pessoas, os objetos grandes e pequenos, tudo o que é real ou sobrenatural. Até a mais ínfima coisa do universo tem um nome, como os átomos ou os protões.

Ter um nome é um direito que assiste às pessoas e também às coisas. A verdadeira importância está em ser tratado pelo nosso nome, visto que a sociedade se tornou, lamentavelmente, numa mistura heterogénea de “doutores”, “capitães”, “professores” e “os outros”. São estes títulos que definem o lugar de uma pessoa na comunidade e a sua formação académica. Dito de outra forma, estes títulos são como rótulos. 

Na minha perspectiva, é o nome que permite estabelecer um contacto próximo com as pessoas e criar referências pessoais. Para além disto, o nome, sendo tão importante como o cabelo, a cor dos olhos ou o tom de pele, é uma componente da identidade da pessoa.

Há milhares de pessoas com os mesmos nomes (próprios), mas o nosso nome é composto por vários nomes, geralmente dos nossos antepassados. Assim, posso dizer que é este que permite dar continuidade às famílias, visto que prevalece ao longo do tempo e ao longo das gerações. 

Sem o nome, a pessoa torna-se como uma folha, importante para a planta enquanto está agarrada a ela, mas, após cair, é esquecida e nada fica para fazer com que essa pessoa, que partiu, possa prevalecer na memória das que ficaram. 

A vida, se antes era uma longa caminhada, tornou-se uma corrida, na qual o ser humano deixou de perder tempo com as coisas que considera menos importantes, como o nome dos outros. Talvez um dia se venha, também, a esquecer do seu.

            Laura Franco, 10.º CT1

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