sábado, 16 de janeiro de 2016

António Tavares, vencedor do prémio Leya 2015


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Fig. 1 - o autor, António Tavares

António Tavares, nasceu em 1960 em Angola. Em 1975, durante o processo de descolonização, mudou-se para Portugal e viveu em várias cidades portuguesas. Formou-se, pela Universidade de Coimbra, em Direito e é Pós-graduado em Direito da Comunicação. Foi professor do ensino secundário, mas exerce atualmente o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Foi jornalista, fundador e diretor do jornal regional “A Linha do Oeste” e fundou e coordenou a revista “Litorais”.

Começou a escrever romances aos 52 anos e as suas obras têm sido reconhecidas: em 2013 obteve uma menção honrosa no prémio Alves Redol, atribuída ao romance “O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde”, e foi finalista do Prémio Leya 2013 com a obra “As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia”, posteriormente galardoado no Festival do Primeiro Romance em Chambéry, em França, e finalista do Prémio Fernando Namora.

Escreveu peças de teatro, designadamente "Trilogia da arte de matar", "Gémeos 6" e "O menino rei". Na área de ensaio, assinou "Luís Cajão, o homem e o escritor", "Arquétipos e mitos da psicologia social figueirense", "Redondo Júnior e o Teatro", entre outros.

Em 2015, graças ao romance inédito "O Coro dos Defuntos", foi vencedor do Prémio Leya.





Sinopse

“Vivem-se tempos de grandes avanços e convulsões: os estudantes manifestam-se nas ruas de Paris e, em Memphis, é assassinado o negro que tinha um sonho; transplanta-se um coração humano e o homem pisa a Lua; somam-se as baixas americanas no Vietname e a inseminação artificial dá os primeiros passos.”

Porém, numa pequena aldeia beirã, “os habitantes, profundamente ligados à natureza, preocupam-se sobretudo com a falta de chuva e as colheitas, a praga do míldio e a vindima; e na taberna – espécie de divã freudiano do lugar – é disso que falam, até porque os jornais que ali chegam são apenas os que embrulham as bogas do Júlio Peixeiro.

E, mesmo assim, passam-se por ali coisas muito estranhas: uma velha prostituta é estrangulada, o suposto assassino some-se dentro de um penedo, a rapariga casta que colecciona santinhos sofre uma inesperada metamorfose, e a parteira, que também é bruxa, sonha com o ditador a cair da cadeira e vê crescer-lhe, qual hematoma, um enorme cravo vermelho dentro da cabeça.”


Segundo fonte editorial, lemos neste romance o mundo rural português entre 1968 e 1974.

Leonilde Rodrigues

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