sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

a ler... Cormac McCarthy


As Pessoas só crescem ao ritmo a que são obrigadas.
Cormac McCarthy


Fig. 1 - Cormac McCarthy

Cormac McCarthy (Rhode Island, 20 de julho de 1933) é um escritor norte-americano.
Na juventude serviu na Força Aérea dos Estados Unidos durante quatro anos e estudou Artes na Universidade do Tennessee. É vencedor do National Book Award, do National Book Critics Circle Award e do Pulitzer 2007 (o Pulitzer é um prémio norte-americano, da Universidade de Colúmbia, outorgado a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical).

Em 40 anos de carreira literária, produziu nove romances, entre eles: Todos os Belos Cavalos, A Travessia e Cidade das Planícies, que o autor batizou de Trilogia da Fronteira. Onde os Velhos Não Têm Vez, lançado nos Estados Unidos em 2005, foi adaptado para o cinema pelos irmãos Joel e Ethan Coen. No Country for Old Men, lançado em 2007, foi  vencedor do prémio Oscar de melhor filme em 2008.

Fica aqui o trailer deste filme.


Avesso a entrevistas, Cormac McCarthy gosta de manter sua privacidade.
O escritor tem sido comparado nos últimos anos a outros grandes nomes do romance contemporâneo norte-americano, como Don Delillo, Philip Roth ou Thomas Pynchon.

Na biblioteca da nossa escola podes requisitar três dos livros do autor.




A Travessia tem por cenário os ranchos do Sul dos EUA durante os anos que antecederam a II Guerra Mundial e narra as aventuras de Billy Parham, de dezasseis anos, e do seu irmão mais novo, Boyd.

Fascinado por uma ardilosa loba que tem atacado a propriedade da família, Billy captura o animal. Mas, ao invés de o matar, parte em busca da sua origem — as montanhas do México — com o intuito de o devolver ao seu ambiente natural.

O júri do National Book Award considerou A travessia uma obra de estoicismo e singular beleza.





Nas Trevas Exteriores é uma fábula que se desenrola algures em Appalachia. Uma mulher tem um filho do seu irmão. O rapaz abandona o bebé na floresta, dizendo-lhe que este morrera de causas naturais. Ao descobrir a mentira do irmão, ela parte sozinha em busca do seu filho. Ambos os irmãos vagueiam separadamente pelas zonas rurais e são aterrorizados por três estranhos, precipitando-se a história para uma estranha e apocalíptica resolução

Ana Cristina Leonardo, crítica literária, escreveu no Expresso que

as conotações bíblicas da obra de McCarthy estão por demais assinaladas. A forma blasfema como transfigura linguagem e conteúdos sagrados, denuncia, porém, um feroz pessimismo ontológico, arredado de qualquer escatologia redentora: o Mal é uma realidade, não uma simples ausência de Bem. Assim acontece neste título. A queda do casal de irmãos pelo pecado do incesto traduz-se num caminho sem expiação. Culla Holme, culpado do abandono da criança, vai semeando (involuntariamente?) um rasto de morte à sua passagem; Rinthy, na sua quase inocência, consegue escapar à vivência direta do inferno, para atravessar o livro num limbo de desespero silencioso. Fantasmas andarilhos, ambos, personagens de uma estranha parábola que, apesar da absoluta materialidade da escrita de McCarthy, surge envolta num manto de irrealidade, são o Adão e Eva deste romance negro, tragédia anunciada nos pequenos textos a itálico que moram entre capítulos. E depois (ou antes de tudo) há o cego. Poderá a cegueira salvar-nos? Existirá salvação? Nas mãos do leitor, um exemplo de genialidade literária e desassombro.





Em vésperas de se tornar um homem casado, o Conselheiro entra de forma imprudente no mundo do tráfico de droga, julgando que os seus atos não terão consequências. Ao longo do arenoso terreno da fronteira entre o Texas e o México, um respeitável advogado aposta tudo o que tem num negócio milionário de tráfico de cocaína. A sua esperança é que se trate apenas de uma transação única e que, depois, possa endireitar a vida ao lado da sua noiva. Mas, pelo contrário, vê-se envolvido num jogo brutalmente perigoso — um jogo que ameaça destruir tudo e todos os que ama.

Para saberes mais sobre o autor e a sua obra, explora a sua página oficial, vê as críticas de outros leitores à sua obra na Goodreads e assiste a uma entrevista ao autor feita pela Oprah.
Adélia Maranhão

Referências bibliográficas:
Citador (s/d). Disponível em http://www.citador.pt/textos/as-pessoas-so-crescem-ao-ritmo-a-que-sao-obrigadas-cormac-mccarthy

Wikipedia.(2014, dezembro 14).Cormac McCarthy. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cormac_McCarthy.

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