sexta-feira, 25 de março de 2016

Revisitando ... "Eu sou mulher"



REVISITANDO MÁXIMAS OUVIDAS


De autoria comunitária ou de autoria conhecida (ou nem tanto), há máximas que vão marcando a existência do ser humano português através do tempo, mas adaptando-se a (sempre) novas circunstâncias. Revisitá-las sob a perspetiva do século XXI é um desafio.



Não uso saltos altos, não uso roupa curta e não tenho olhos azuis. Uso ténis, tenho olhos castanhos, sou baixinha, tenho marcas à pedreiro, mas sou mulher.

Faço parte de um mundo masculino, mas também faço parte de um movimento em busca da igualdade de géneros.

Uma vez disseram-me: “tu já és mais homem do que mulher”. Contudo, serei eu menos mulher por fazer algo que a sociedade diz ser para homens? Ou será que a sociedade ficou parada no tempo?

Eu sou um ser humano, sou mulher; nasci para ser eu própria, para seguir os meus sonhos, alcançar os meus objetivos. Não me importo que os meus sonhos e os meus objetivos sejam, para a sociedade, objetivos e sonhos de homens, porque eu vou seguir o meu próprio caminho. Nunca será por ter dois cromossomas X que algum dia desistirei de algo, antes de chegar à meta.

Se quiser ser camionista, eu serei camionista, porque, tal como os homens, eu sei conduzir. Se eu quiser ser futebolista, eu sê-lo-ei, porque também sei jogar à bola. Se eu quiser divorciar-me, eu irei fazê-lo, porque, lá por ser mulher, não tenho de viver num matrimónio infeliz. Se eu quiser ser mãe solteira, eu também o serei, porque sou capaz de ser pai e mãe ao mesmo tempo.

É óbvio, que por mais inovadora que seja a minha mente, a genética de uma mulher não se altera. Eu e todas as mulheres simbolizamos o nascimento e a fertilidade. Só nós conseguimos dar vida, criar gerações, sentir dentro de nós um novo ser. Para mim, esta capacidade coloca a mulher num patamar divino.

O destino de uma mulher é… ser mulher!

Soraia Silva, 12.º CT1

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