domingo, 3 de junho de 2018

Saudade


Saudade, um sentimento com o qual não temos a capacidade de lidar, algo que nos domina e passa a fazer parte de nós, mesmo que a nossa vontade não o permita. Saudade, a dor latejante das inevitáveis partidas.

Na minha ótica, é um sentimento aprazível, que nos domina e nos torna mais felizes, na medida em que nos ajuda a reviver determinados momentos da nossa vida ou até mesmo a relembrar pessoas que, de alguma forma, nos marcaram. Simultaneamente, poderá tornar-se um sentimento inclemente, algo que se torna difícil de suportar e de controlar, o que acontece, muitas vezes, quando nos encontramos distantes, a todos os níveis, de alguém que amamos incondicionalmente e não temos qualquer tipo de meio que nos permita a aproximação, acabando por nos restar apenas as melhores recordações.

Assim, será difícil, no universo grandioso de que todos nós fazemos parte, conhecer alguém que não tenha perdido o chão quando invadido por esse tal sentimento, com aparência de muralha intransponível. Não há colete à prova de saudade nem forma de blindar a nossa vida dos efeitos insuportáveis que causa aquilo que vai e nem sempre volta.

Porém, a saudade nua e crua é o símbolo que todos nós possuímos alma, de que todos nós temos sentimentos e temos, além disso, a capacidade de valorizar aqueles que connosco se cruzam e partilham momentos e emoções.

Bruna Cardoso, 10.º CT2

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